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sexta-feira, 4 de abril de 2014

VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA VISITA TRATAMENTO DE EFLUENTES EM EMPRESA DE PRODUTOS LÁCTEOS

Vista parcial da Planta Industrial da BRF S/A - Unidade de Itumbiara
Floculador da Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A - Unidade de Itumbiara 
Floculador da Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A - Unidade de Itumbiara 
Efluentes decantando na Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A - Unidade de Itumbiara 

Etapa final de decantação  da Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A de Itumbiara 

Final do processo: recuperação da água utilizada na Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A  

A cidade de Itumbiara enfrentou, entre os meses de agosto e setembro de 2013, uma situação bastante incômoda relacionada com a presença de poluentes na atmosfera e que tornava o ar irrespirável em alguns bairros, notadamente o Bairro Nova Aurora e adjacências, como a Avenida Beira Rio, o que acabou provocando reclamações de grande parte de nossa população.
Àquela época a Vigilância Sanitária de Itumbiara movimentou-se e, depois de algumas observações e visitas a locais da região com empreendimentos potencialmente poluidores, incluindo-se aí alguns da vizinha cidade de Araporã, em Minas Gerais, pode, com a ajuda do Ministério Público, colaborar para que o problema fosse equacionado.
Conquanto o município tenha na AMMAI o seu órgão de atuação em questões que dizem respeito aos aspectos ambientais, a Vigilância Sanitária de Itumbiara tem auxiliado bastante, baseando-se na Lei Estadual 16.140/2007, que traz no seu bojo as áreas de atuação das vigilâncias sanitárias de todo o Estado de Goiás, incluindo-se entre estas áreas, aquelas que abordam parâmetros relativos à poluição e degradação ambiental e que possuem relação direta com a saúde da população.
Neste sentido a Vigilância Sanitária de Itumbiara aceitou, no mês de março, o convite da Dra. Aline Tonon, Engenheira Ambiental da empresa BRF S/A, localizada no DIAGRI, para visitar e conhecer as etapas de tratamento dos efluentes resultantes do processamento diário dos 500.000 litros de   leite, realizados na planta industrial da unidade, cuja tecnologia permite o reaproveitamento de grande parte da água utilizada nos processos empregados no interior da indústria.
Na oportunidade, além dos detalhes técnico-científicos da estação de tratamento de efluentes, vários aspectos foram abordados, principalmente aqueles que tratam da utilização de subprodutos resultantes de todo o processo, principalmente os 15.000 litros de soro diários, advindos da fabricação de queijo, e que se acidificam, mas que atualmente vem sendo utilizados como alimento pelos 1.200 animais de um suinocultor da região, cuja atividade passou a ser monitorada por técnicos da BRF S/A, depois de colocadas as preocupações da Vigilância Sanitária de Itumbiara quanto ao risco de que essa atividade, se exercida de forma extensiva e rudimentar,  pudesse vir a comprometer áreas de preservação permanente, como matas e nascentes na região do Ribeirão Panamá, afluente do Rio Meia Ponte, que faz parte da bacia do Rio Paranaíba.
Como se observa, são questões com um âmbito muito maior, cujas soluções não devem ser postergadas e nem, muito menos ainda, adstritas, apropriadas, nem exclusivas de nenhum órgão, nem de quem quer que seja, já que, por sua natureza, se desdobram em vários aspectos, que poderiam culminar com problemas ambientais que, embora se originando em indústrias localizadas no perímetro urbano, à quilômetros de distância dos impactos mais evidentes, ao final atingiriam todo o ecossistema, dentro do qual todos nós nos inserimos e fazemos parte.  
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

  

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