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sábado, 26 de abril de 2014

VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA ORIENTA SOBRE MEDIDAS PARA SE EVITAR ACIDENTES COM ESCORPIÕES


Escorpiões
Hábitos
Existem cerca de 1.200 espécies de escorpiões conhecidas; dentre estas destacamos duas, o Tityus bahiensis (escorpião marrom) e o Tityus serrulatus (escorpião amarelo), este último mais comum em nossa cidade.

Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais com terra, sombreados e úmidos, troncos de árvores, pedras,tijolos, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros.
Os escorpiões são predadores, capturam e matam animais para se alimentarem como: baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio, etc. As espécies comuns em nossa cidade estão bem adaptadas ao ambiente urbano, onde seu principal alimento é a barata. Tem como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranha e lagartos, entre outros.
Ciclo de vida
A fêmea é vivípara, isto é, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe e o nascimento efetua-se por meio de parto, sendo a gestação de 2 a 3 meses, dependendo da espécie. Uma ninhada pode ter até 20 filhotes, os quais ficam nas costas da mãe até conseguirem se alimentar sozinhos. Os filhotes ficam adultos com cerca de um ano de idade. Os escorpiões vivem em média 3 a 4 anos.
A espécie Tityus serrulatus (escorpião amarelo) só apresenta indivíduos fêmeas; os óvulos transformam-se diretamente em embriões que dão origem a novas fêmeas (processo denominado partenogênese), já o Tityus bahiensis apresenta os dois sexos.

Agravos para a saúde
Todas as espécies de escorpião podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado. A gravidade do acidente deve ser avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado.
Os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho em residências e são mais comuns na primavera e no verão.
Escorpiões: Medidas Preventivas
Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de escorpiões, deve-se adotar as seguintes medidas:
- Manter limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
- Ao manusear materiais de construção, usar luvas de raspa de couro e calçados;
- Rebocar paredes e muros que apresentem vãos e frestas;
- Usar ralos escamoteáveis (com mecanismo que permite abrir e fechar a saída de escoamento da água) para impedir que os escorpiões adentrem a casa pela rede de esgoto; ou, ainda, usar telas em ralos do chão, pias e tanques;
- Vedar soleiras de portas com rolos de areia;
- Acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos que servem de alimento aos escorpiões;
- Realizar roçagem de terrenos;
- Manter berços e camas afastados das paredes;
- Examinar calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos
 Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

quarta-feira, 23 de abril de 2014

VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA - 5.065 AÇÕES REALIZADAS ENTRE JANEIRO E MARÇO DE 2014



A Vigilância Sanitária de Itumbiara registrou um saldo de 5.065 ações realizadas no primeiro trimestre de 2014, com a emissão de alvarás sanitários já tendo alcançado a marca de 2.259 documentos emitidos neste período.
Outras ações foram: atendimentos ao público no órgão somaram 1.111 ações; as fiscalizações, 662; análises de parâmetros físico-químicos em amostras de água, 360; certidões (de baixa de responsabilidade técnica, de conformidade, de adequação, etc.), 158; notificações, 124; coletas de água para análises, 120; atendimento de denúncias, 109; intimações, 55; ações com Superintendência de Endemias, 36; emissão de numerário de blocos de receituário de medicamentos sob regime de controle especial, 19; autos de apreensão, 15; autos de inutilização, 14; pareceres técnicos, 8; ofícios respondidos e/ou enviados para órgãos como Ministério Público, Suvisa/GO, Anvisa, 7; autos de infração, 5; coletas de alimentos para análises bromatológicas no Lacen-GO, 3.
Os resultados obtidos demonstram que os avanços alcançados em anos anteriores vem se consolidando, principalmente em relação à regularização dos estabelecimentos que tem buscado o órgão antes de se iniciarem no exercício de suas atividades, vindo a funcionar somente depois que já estão de posse do alvará de vigilância sanitária.
Essas observações levam à manutenção de uma política no órgão que enfoque a contínua divulgação da Lei Sanitária do Município de Itumbiara (Lei Municipal nº 2.833/2003), através de impressos confeccionados e distribuídos gratuitamente pelo órgão,  bem como no modo transparente de se mostrar à população, através da veiculação de suas ações pela imprensa, seja em jornais, rádio, tv e web (como já atestado nos quase 60.000 acessos ao próprio site -  www.visaitumbiara.com), além, é claro, da conscientização dos setores regulados pela Vigilância Sanitária de Itumbiara sobre a necessidade imperiosa em se obedecer a legislação sanitária pela sua importância no contexto da saúde pública de nossa cidade.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

sexta-feira, 4 de abril de 2014

VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA VISITA TRATAMENTO DE EFLUENTES EM EMPRESA DE PRODUTOS LÁCTEOS

Vista parcial da Planta Industrial da BRF S/A - Unidade de Itumbiara
Floculador da Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A - Unidade de Itumbiara 
Floculador da Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A - Unidade de Itumbiara 
Efluentes decantando na Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A - Unidade de Itumbiara 

Etapa final de decantação  da Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A de Itumbiara 

Final do processo: recuperação da água utilizada na Estação de Tratamento de Efluentes da BRF S/A  

A cidade de Itumbiara enfrentou, entre os meses de agosto e setembro de 2013, uma situação bastante incômoda relacionada com a presença de poluentes na atmosfera e que tornava o ar irrespirável em alguns bairros, notadamente o Bairro Nova Aurora e adjacências, como a Avenida Beira Rio, o que acabou provocando reclamações de grande parte de nossa população.
Àquela época a Vigilância Sanitária de Itumbiara movimentou-se e, depois de algumas observações e visitas a locais da região com empreendimentos potencialmente poluidores, incluindo-se aí alguns da vizinha cidade de Araporã, em Minas Gerais, pode, com a ajuda do Ministério Público, colaborar para que o problema fosse equacionado.
Conquanto o município tenha na AMMAI o seu órgão de atuação em questões que dizem respeito aos aspectos ambientais, a Vigilância Sanitária de Itumbiara tem auxiliado bastante, baseando-se na Lei Estadual 16.140/2007, que traz no seu bojo as áreas de atuação das vigilâncias sanitárias de todo o Estado de Goiás, incluindo-se entre estas áreas, aquelas que abordam parâmetros relativos à poluição e degradação ambiental e que possuem relação direta com a saúde da população.
Neste sentido a Vigilância Sanitária de Itumbiara aceitou, no mês de março, o convite da Dra. Aline Tonon, Engenheira Ambiental da empresa BRF S/A, localizada no DIAGRI, para visitar e conhecer as etapas de tratamento dos efluentes resultantes do processamento diário dos 500.000 litros de   leite, realizados na planta industrial da unidade, cuja tecnologia permite o reaproveitamento de grande parte da água utilizada nos processos empregados no interior da indústria.
Na oportunidade, além dos detalhes técnico-científicos da estação de tratamento de efluentes, vários aspectos foram abordados, principalmente aqueles que tratam da utilização de subprodutos resultantes de todo o processo, principalmente os 15.000 litros de soro diários, advindos da fabricação de queijo, e que se acidificam, mas que atualmente vem sendo utilizados como alimento pelos 1.200 animais de um suinocultor da região, cuja atividade passou a ser monitorada por técnicos da BRF S/A, depois de colocadas as preocupações da Vigilância Sanitária de Itumbiara quanto ao risco de que essa atividade, se exercida de forma extensiva e rudimentar,  pudesse vir a comprometer áreas de preservação permanente, como matas e nascentes na região do Ribeirão Panamá, afluente do Rio Meia Ponte, que faz parte da bacia do Rio Paranaíba.
Como se observa, são questões com um âmbito muito maior, cujas soluções não devem ser postergadas e nem, muito menos ainda, adstritas, apropriadas, nem exclusivas de nenhum órgão, nem de quem quer que seja, já que, por sua natureza, se desdobram em vários aspectos, que poderiam culminar com problemas ambientais que, embora se originando em indústrias localizadas no perímetro urbano, à quilômetros de distância dos impactos mais evidentes, ao final atingiriam todo o ecossistema, dentro do qual todos nós nos inserimos e fazemos parte.  
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara