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sábado, 21 de setembro de 2013

VIGILÂNCIA SANITÁRIA FISCALIZA COMUNIDADE TERAPÊUTICA ACUSADA DE ESPANCAR INTERNO

INTERNO, COM VÁRIOS HEMATOMAS, ACUSOU INTEGRANTES DA INSTITUIÇÃO POR LESÕES PELO CORPO 
As Comunidades Terapêuticas vem protagonizando vários problemas no exercício das atividades de recuperação de dependentes químicos. Observa-se que a falta de profissionais com conhecimento científico e capacitação no entendimento, não no enfrentamento, do uso de drogas, está intimamente ligada aos fatos lamentáveis que vem sendo noticiados pela imprensa nos últimos meses.
À Vigilância Sanitária de Itumbiara cabe o papel de verificar se as documentações exigidas por normas sanitárias estão corretas; se existem profissionais em número suficiente para a quantidade de internos; quais os procedimentos para ingresso na instituição; se a proposta terapêutica descrita está sendo executada; se as instalações são compatíveis com o número de internos; se a administração de medicamentos é feita mediante prescrição médica, entre muitos outros itens, descritos na Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA nº 29 de 2011 (RDC 29/2011).
Já a investigação dos fatos descritos na reportagem da TV Anhanguera, no dia 21/9, dando conta da ocorrência de espancamento e maus tratos aos internos de uma das comunidades terapêuticas existentes em nossa cidade, competirá à Polícia Civil.
O local, conhecido como "Casa De Davi", foi vistoriado pela Vigilância Sanitária de Itumbiara e os responsáveis legais foram intimados a apresentarem a documentação do Responsável Técnico em 48 horas, já que foi dada a baixa de responsabilidade técnica da profissional que, anteriormente, fazia parte dos quadros da instituição.
O Responsável Técnico deverá ser, necessariamente, um profissional com curso superior, em qualquer área, porém com capacitação comprovada, mediante documento, dando conta da efetiva realização de cursos, na área de dependência química e uso de drogas.
Espera-se que, desta forma, estes locais possam, efetivamente, contribuir para a recuperação e reinserção do dependente químico, de forma autônoma, ao convívio no seio de nossa sociedade.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

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