Total de visualizações de página

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

CONSUMO DE ÁGUA DE CISTERNAS CONTAMINADAS PREOCUPA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA

Cisterna em residência na travessa Santa Tereza, no bairro Santos Dumont, cuja água é retirada para consumo humano
Itumbiara caminha para a universalização do serviço de água e esgoto. Embora a grande maioria dos bairros da cidade já se encontre com os serviços de oferta de água tratada e rede coletora de esgoto implantada, ainda é comum encontrarmos habitações, mesmo em bairros urbanizados, fazendo a utilização de fontes alternativas na obtenção de água para consumo humano.
São cerca de 4.000 cisternas existentes na cidade, conforme informações disponíveis, e todas com pelo menos algum tipo de contaminação: físico, químico ou microbiológico.
Os problemas de saúde decorrentes da utilização da água proveniente destas fontes alternativas causa preocupação e tem feito com que a Vigilância Sanitária de Itumbiara atue conjuntamente com a Saneago para solucionar o problema, evitando que a população se exponha a doenças como a cólera, hepatite, leptospirose e diarreia, que poderiam evoluir para quadros clínicos delicados e até levar uma pessoa a óbito, caso não seja prontamente tratada.
Uma situação deste tipo foi encontrada em um conjunto de 9 casas localizadas na travessa Santa Tereza no Bairro Santos Dumont, limítrofe ao Bairro Novo Horizonte. Em todas elas a Vigilância Sanitária verificou a existência de cisternas bem próximas a fossas sépticas, evidenciando o risco do consumo daquela água, constatado pelos relatos de doenças frequentes em vários moradores do local.
A Vigilância Sanitária orientou os moradores e distribuiu frascos de hipoclorito de sódio (2,5%) para desinfecção da água utilizada para consumo (pingar 2 gotas de hipoclorito de sódio por litro d’água e aguardar 30 minutos para consumir).
Espera-se que dentro dos próximos 60 dias a obra de esgoto esteja entregue, mas que, até lá, os moradores façam a ligação imediata de suas torneiras à rede pública de abastecimento, utilizando-se da água tratada pela Saneago, que já se encontra implantada no local desde o ano passado, evitando, desta maneira, que crianças e idosos, e até mesmo adultos, venham a contrair doenças consumindo água contaminada, lembrando que o primeiro cuidado que devemos ter com nossa saúde e com a de nossos familiares é com a qualidade da água que consumimos.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

COMUNIDADE TERAPÊUTICA ENCERRA ATIVIDADES

Hematomas e lesões pelo corpo do interno vítima de espancamento na "Casa de Davi"
         A dificuldade em se adequar às normas sanitárias preconizadas pela ANVISA e exigidas para o funcionamento de instituições que prestem serviços de atenção a pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas, denominadas “Comunidades Terapêuticas”, acabou levando ao fechamento de mais uma destas instituições em nossa cidade, conforme declaração de encerramento de atividade protocolada e entregue à Vigilância Sanitária de Itumbiara nesta última terça-feira, 24/9, pelo responsável legal da instituição.
       Os fatos ocorridos no interior do estabelecimento denominado “Casa de Davi”, localizada na Av. Modesto de Carvalho nº3323, Bairro Dom Velloso, sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público, onde ficou constatado que um interno havia sofrido lesões pelo corpo, provocadas por pessoas incumbidas de garantir a segurança do local, causou comoção em grande parte da população e levantou mais uma vez a dúvida sobre a real capacidade destas instituições em realizarem o trabalho para o qual se propuseram.
      Verifica-se que a dificuldade em encontrar profissionais para atuarem como responsáveis técnicos, com curso superior, capacitação comprovada através da realização de cursos de especialização em dependência de drogas e também com experiência anterior nesta área, desenvolvida em alguma instituição, acaba inviabilizando a adequação exigida pela legislação sanitária e impedindo a realização dos avanços necessários ao atendimento da população que demanda este tipo de atenção no já combalido sistema público de saúde de nossa região e de todo o país.
         Por outro lado exigir menos destes estabelecimentos, afrouxando ainda mais a legislação, que era muito mais rígida, quando da RDC 101/2001 da ANVISA, do que a atual RDC 29/2011 da ANVISA, seria relegar a segundo plano a ciência no entendimento das drogas, menoscabando o valor do conhecimento científico e entregando às mãos de pessoas despreparadas (como os algozes que protagonizaram o lamentável episódio na instituição acima citada) nossos familiares, parentes ou amigos que demandassem este tipo de assistência.


Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

FARMACÊUTICO PODERÁ PRESCREVER REMÉDIOS VENDIDOS SEM RECEITA

Uma nova resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia) autoriza os farmacêuticos a prescreverem remédios que não exijam prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos.
         A medida será publicada na próxima quarta no "Diário Oficial da União" e tem 180 dias para ser implantada. Com a norma, eles poderão tratar o que chamam de "transtornos menores", como uma dor de cabeça ou diarreia. O cliente que chegar ao balcão da farmácia para comprar um analgésico poderá passar por uma "consulta" e receber um receituário com a assinatura e o carimbo do farmacêutico. A prescrição, no entanto, não será obrigatória.
         Outra ideia, mas que ainda depende de acordos para vigorar, é que os farmacêuticos possam renovar receitas médicas em casos de algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. O paciente passaria pelo médico, receberia o diagnóstico e a primeira receita. A partir daí, o farmacêutico poderia orientar e assumir os cuidados do doente (medir a glicemia ou a pressão arterial) e, se tudo estiver bem, repetir a receita do médico.
         A medida é polêmica e deve provocar reação das entidades médicas. "A lei do Ato Médico abriu brecha para qualquer um prescrever medicamentos. É bem complicado", reagiu Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo). A lei, aprovada em junho, deixou de prever como exclusivo do médico o ato de prescrever tratamentos após os vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff. Para Azevedo, o diagnóstico de "qualquer doença" e os respectivos tratamentos são atribuições exclusivas do médico. "Uma simples aspirina pode matar. Pode causar reação alérgica, sangramentos. De quem será a responsabilidade legal por esse doente?" Do farmacêutico, garante o presidente do CFF, Walter Jorge João. "Estamos tendo essa coragem de dar mais responsabilidade ao farmacêutico. Ele não é profissional só do medicamento, ele também tem que cuidar do paciente." Segundo ele, tendo um papel mais ativo, o farmacêutico poderá reverter a cultura da automedicação do brasileiro. "O Brasil é o quinto país que mais se automedica no mundo. E isso resulta em muitos casos de intoxicação por medicamentos."

REPETIR RECEITA
         Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias), discorda do argumento. "Isso é bobagem. Só 3% das intoxicações são por automedicação. Prescrever receita para medicamentos isento de prescrição é um paradoxo. São drogas seguras, de baixíssimo risco", diz. Para ele, os farmacêuticos deveriam concentrar esforços para poder renovar o receituário médico, função que já desempenham nos EUA. "Lá eles podem, inclusive, mudar a dosagem de um remédio prescrito pelo médico. O farmacêutico brasileiro precisa ser mais bem visto. Ele é muito desvalorizado, especialmente pelos médicos."
     Em nota, o CFM (Conselho Federal de Medicina) informa que "aguardará a publicação da norma e tomará a providências cabíveis".

GRUPO QUER AMPLIAR REMÉDIO SEM PRESCRIÇÃO
         Um outro debate em curso no mundo das farmácias é o aumento da oferta de medicamentos isentos de prescrição médica. Existe um grupo de trabalho na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discutindo a reclassificação de vários produtos que hoje são vendidos com exigência de prescrição médica.
         Segundo levantamento da Abimip (Associação Brasileira dos Medicamentos Isentos de Prescrição), se isso fosse aprovado, seria possível eliminar 200 milhões de receitas médicas por ano. Dados do WSMI (World Self-Medication Industry) mostram que a Nova Zelândia é o país com mais medicamentos isentos de prescrição, num total de 143, seguido pela Coreia com 134. Na Argentina são 67. No Brasil, há 32 categorias de medicamentos isentos de prescrição (MIPs). "O país está muito atrasado nessa área. Deveria se concentrar no controle dos medicamentos com maiores riscos sanitários", diz Sergio Mena Barreto, presidente -executivo da Abrafarma. Segundo ele, não se justifica haver tantas substâncias sob prescrição quando o nível de segurança delas já está bem estabelecido. Um exemplo é o omeprazol, medicamento que possui ação como antiácido, com mais de 20 anos de uso. Hoje, 23 milhões de unidades são vendidas por ano, sendo que mais de 80% ocorre por procura espontânea. "Com o valor gasto em uma consulta para ter uma receita de um medicamento para tratar um simples sintoma como dor muscular, é possível comprar um frasco de medicamento para tratar a hepatite C", diz Aurélio Saez, um dos diretores da Abimip.
Fonte: Cláudia Collucci
www.folha.com.br
Acesso em: 22/9/2013
 Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

sábado, 21 de setembro de 2013

VIGILÂNCIA SANITÁRIA FISCALIZA COMUNIDADE TERAPÊUTICA ACUSADA DE ESPANCAR INTERNO

INTERNO, COM VÁRIOS HEMATOMAS, ACUSOU INTEGRANTES DA INSTITUIÇÃO POR LESÕES PELO CORPO 
As Comunidades Terapêuticas vem protagonizando vários problemas no exercício das atividades de recuperação de dependentes químicos. Observa-se que a falta de profissionais com conhecimento científico e capacitação no entendimento, não no enfrentamento, do uso de drogas, está intimamente ligada aos fatos lamentáveis que vem sendo noticiados pela imprensa nos últimos meses.
À Vigilância Sanitária de Itumbiara cabe o papel de verificar se as documentações exigidas por normas sanitárias estão corretas; se existem profissionais em número suficiente para a quantidade de internos; quais os procedimentos para ingresso na instituição; se a proposta terapêutica descrita está sendo executada; se as instalações são compatíveis com o número de internos; se a administração de medicamentos é feita mediante prescrição médica, entre muitos outros itens, descritos na Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA nº 29 de 2011 (RDC 29/2011).
Já a investigação dos fatos descritos na reportagem da TV Anhanguera, no dia 21/9, dando conta da ocorrência de espancamento e maus tratos aos internos de uma das comunidades terapêuticas existentes em nossa cidade, competirá à Polícia Civil.
O local, conhecido como "Casa De Davi", foi vistoriado pela Vigilância Sanitária de Itumbiara e os responsáveis legais foram intimados a apresentarem a documentação do Responsável Técnico em 48 horas, já que foi dada a baixa de responsabilidade técnica da profissional que, anteriormente, fazia parte dos quadros da instituição.
O Responsável Técnico deverá ser, necessariamente, um profissional com curso superior, em qualquer área, porém com capacitação comprovada, mediante documento, dando conta da efetiva realização de cursos, na área de dependência química e uso de drogas.
Espera-se que, desta forma, estes locais possam, efetivamente, contribuir para a recuperação e reinserção do dependente químico, de forma autônoma, ao convívio no seio de nossa sociedade.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

VIGILÂNCIA SANITÁRIA REALIZA PALESTRA SOBRE LEGISLAÇÃO DE FARMÁCIAS E DROGARIAS


Hebert Andrade (Diretor de Vigilância Sanitária) e Vice-Prefeito José Antônio dando boas vindas aos participantes

Dra. Andréa Carvalho (SUVISA/GO) discorre sobre legislação farmacêutica
Ernestina Rocha (SUVISA/GO), Márcia Mamede (VISA ITUMBIARA) , Vice-Prefeito José Antônio e Simone Coser (VISA ITUMBIARA), momentos antes do início da palestra.

Farmacêuticos lotam o auditório do "Palácio 12 de Outubro"  
Hebert Andrade, Ernestina Rocha, Márcia Mamede e Vice-Prefeito José Antônio

Vice-Prefeito José Antônio, dá boas vindas aos farmacêuticos presentes ao encontro
A Vigilância Sanitária de Itumbiara realizou nesta quinta-feira (19/9), no auditório do “Palácio 12 de Outubro” uma palestra sobre “Legislação de Farmácias e Drogarias”, abordando aspectos regulatórios sobre a dispensação de medicamentos sob regime especial (medicamentos controlados) e de medicamentos antimicrobianos (antibióticos).
Na oportunidade também foram abordados temas relacionados à tramitação de documentação dos estabelecimentos farmacêuticos (farmácias e drogarias) no âmbito da ANVISA, como a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para farmácias e drogarias e Autorização Especial (AE), esta última imprescindível para farmácias que manipulam medicamentos sob regime de controle especial.
Além disso, discorreu-se sobre os cuidados a serem observados na prestação de serviços farmacêuticos como aferição de pressão arterial, dosagem de glicemia capilar, aplicação de injetáveis, perfuração de lóbulo auricular e atendimento farmacêutico domiciliar, permitindo uma visão do conjunto de grande parte das atividades desenvolvidas no âmbito do estabelecimento farmacêutico e assegurando que todos os procedimentos sejam efetuados observando-se a legislação sanitária e resguardando, assim, o profissional farmacêutico na execução destes procedimentos.
O encontro foi aberto pelo Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara, Hebert Andrade, e as boas vindas aos presentes dadas pelo Vice-Prefeito de Itumbiara, José Antônio da Silva Netto, representando o Prefeito Francisco Domingues de Faria, o “Chico Balla”.
Estiveram presentes, como palestrantes, as representantes da Superintendência de Vigilância em Saúde do Estado de Goiás (SUVISA/GO), Dra. Andréa Carvalho e Dra. Ernestina Rocha, que, juntas, discorreram de forma brilhante sobre os temas abordados no encontro, aquilatando, ainda mais, o repositório de conhecimentos de todos os farmacêuticos de Itumbiara e de outras cidades do sul de Goiás, como Goiatuba, Pontalina, Bom Jesus, Buriti Alegre e Morrinhos, que se encontravam presentes no evento.




Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

ANVISA PUBLICA NOTA SOBRE COMUNIDADES TERAPÊUTICAS

A ANVISA publicou uma nota técnica com esclarecimentos sobre o funcionamento dos serviços de atenção a pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas. Também conhecidas como Comunidades Terapêuticas, há dois anos estes serviços possuem uma regra nacional que trata do funcionamento destes espaços.
     O objetivo da nota técnica é esclarecer pontos da resolução RDC 29/2011 e harmonizar a aplicação da norma. Entre os pontos abordados pelo documento estão questões como a gestão de pessoal, a admissão de residentes e a necessidade de responsável técnico nas Comunidades. Clique aqui e acesse a nota técnica da ANVISA!


Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara