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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

VÍDEO FEITO PELA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA PODE SUGERIR HIPÓTESE E RELAÇÃO ENTRE O MAU CHEIRO EM ITUMBIARA E "FÁBRICA DE ADUBO ORGÂNICO" EM ARAPORÃ

 Hebert Andrade, Diretor de Vigilância Sanitária, aponta o sentido do vento, indo em direção à Itumbiara.
A Vigilância Sanitária de Itumbiara, em um trabalho de investigação sobre o que poderia estar causando o mau cheiro que tem tomado proporções insuportáveis em vários bairros da cidade, dificultando, até mesmo, a realização das rotinas mais triviais no dia a dia de nossa população, constatou, na visita que fez a um local, a aproximadamente 400 metros da margem direita da via de acesso a Usina Hidrelétrica de Itumbiara, distante cerca de 7 km de Araporã, a existência de uma “fábrica de adubo orgânico”, operando a céu aberto e emitindo, de forma ininterrupta e intensa, o mesmo odor putrefato de matéria orgânica em decomposição que vem causando bastante incômodo e danos à saúde de várias pessoas que não estão suportando a exposição continuada a este tipo de substância, como a emanada do local, e presente na nossa atmosfera, tornando praticamente irrespirável o ar de Itumbiara, principalmente à tarde e à noite.
Os vídeos a seguir corroboram a hipótese de uma relação de causa e efeito entre o local visitado, aonde vem ocorrendo o processo de decomposição de vários resíduos de indústrias de vários tipos e que são utilizados como insumos na fabricação dessa mistura, que tem sido denominada de adubo orgânico, e o odor fétido sentido em quase toda cidade de Itumbiara e Araporã.
No início do primeiro vídeo, no qual o proprietário, Danilo Inácio, conversa com o diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara, ao obter-se imagens da posição geográfica do local em relação à cidade de Itumbiara, consegue-se ver, um pouco ao fundo, algumas espécies de árvores (eucaliptos), com poucos metros de altura, balançando sob a ação do vento. Atentando-se, um pouco mais a esta cena, vê-se que estas árvores se inclinam justamente no sentido que aponta para a direção de Itumbiara, que está mais ao fundo, indicando que o vento poderia carrear todo o mau cheiro em direção a Itumbiara.
Ainda, no primeiro vídeo, vê-se, ao fundo, no local onde as máquinas trabalhavam, uma cortina de fumaça que se desprende do solo, como se parecesse algo queimando. Entretanto, trata-se de substâncias emanadas do solo, decorrentes, também do intenso processo químico-biológico de decomposição e fermentação de toda a matéria orgânica que é misturada e depositada no local.
O áudio do diálogo com o proprietário da empresa, feito com a utilização de equipamento não profissional, ficou prejudicado pelo excesso de ruído causado pelo vento que, como se observou no vídeo, sopra fortemente em direção à Itumbiara.
No outro vídeo, uma moradora da cidade de Araporã relata as mesmas queixas sobre o mau cheiro que também tem perturbado a população daquela cidade.
O processo de compostagem, além de propiciar lucro com a recepção de rejeitos industriais retirados de empresas tem, conforme o proprietário informou, como finalidade principal a produção de adubo orgânico.
O intuito da Vigilância Sanitária de Itumbiara, longe de querer apontar culpados nem afirmar categoricamente que esta empresa seja a responsável pelo que vem ocorrendo em nossa região, é o de levantar a discussão e ajudar na busca de soluções definitivas que evitem o comprometimento da saúde e da qualidade de vida de toda a população da área afetada com o mau cheiro que invadiu a cidade de Itumbiara e de Araporã.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

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