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quarta-feira, 31 de julho de 2013

CARNE DE ABATE CLANDESTINO PREOCUPA, MAS DE FRIGORÍFICOS SEM CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS ADEQUADAS TAMBÉM!


As condições de abate do rebanho bovino e suíno em todo o país tem sido motivo de preocupação por parte das autoridades sanitárias de todos os estados. Entretanto isto ainda não se refletiu em medidas mais contundentes que culminem na efetiva promoção de uma fiscalização mais rigorosa e frequente das instalações dos estabelecimentos existentes em Goiás.
A população por sua vez acaba ficando exposta a mais de dez tipos de doenças graves capazes de levar os seres humanos à morte, como, por exemplo: teníase, cisticercose, fasciolose, toxoplasmose, brucelose, botulismo, listeriose, salmonelose, tuberculose, hidatidose.
A presença de veterinários, exigida pelo RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), e a avaliação do animal antes e depois da morte são ignoradas na maior parte dos casos, tendo sido frequente o relato de pressões para que estes profissionais não exerçam suas funções com o rigor necessário preconizado pela lei.
Ao final de um processo, ocorrido em condições inadequadas de fiscalização e precárias de abate, quem ficará com a conta, e provavelmente alguma doença, será o consumidor, que acabará por ingerir alimentos infectados e que deveriam ter sido jogados no lixo.
A Vigilância Sanitária de Itumbiara tem sido cobrada diariamente, contudo as suas atribuições na fiscalização destes produtos somente podem se dar à partir da verificação das condições em que a carne está sendo comercializada nos pontos de venda, como nos açougues e supermercados, observando a higiene do local, a temperatura de conservação e conduta dos manipuladores na dispensação aos consumidores.
Todas as etapas anteriores à chegada da carne no ponto de venda são atribuições da Agrodefesa e MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).  E são estas etapas, anteriores à chegada da carne ao ponto de venda, as que mais preocupam e onde tem se observado as maiores irregularidades, principalmente aquelas relacionadas à fiscalização da sanidade do animal abatido e as condições higiênico-sanitárias dos locais onde isto é realizado.
Em nossa região a situação está longe do ideal, desta forma todos os responsáveis como a Agrodefesa, MAPA, Vigilância Sanitária, Ammai, Procon, Ministério Público e  proprietários de frigoríficos, açougues e supermercados deverão ser chamados a participar da discussão deste problema, com a finalidade de assegurar a oferta de produtos de qualidade e sem riscos à saúde de nossa população.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

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