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quinta-feira, 20 de junho de 2013

JATEAMENTO DE AREIA A SECO É INTERDITADO EM ITUMBIARA

Processo de jateamento de areia a seco expõe trabalhador a doenças por inalação de partículas de sílica
O jateamento de areia a seco, proibido desde 2004, levou a Vigilância Sanitária de Itumbiara a interditar, nesta quarta-feira (19/6), esta atividade em uma empresa de Itumbiara que vinha realizando este procedimento no Bairro Santa Rita, oferecendo riscos tanto aos trabalhadores que operavam o equipamento quanto à vizinhança que ficava exposta às emissões de sílica (SiO2), liberada para a atmosfera ao redor do estabelecimento.
O jateamento de areia a seco provoca a silicose, uma doença pulmonar causada pela inalação de partículas de sílica (dióxido de silício) que é o principal componente da areia. A sílica se deposita nos alvéolos pulmonares, provocando graves danos e levando a uma fibrose pulmonar irreversível, o que acaba por limitar a capacidade respiratória da pessoa, repercutindo em todas as funções orgânicas.
Depois de dois a cinco anos, mesmo tendo deixado de trabalhar com a sílica, a respiração pode piorar e o pulmão, lesado em decorrência dos processos inflamatórios, termina por submeter o coração a um esforço excessivo, causando a insuficiência cardíaca, que pode evoluir para a morte.
Com a doença estabelecida, a silicose não tem cura, restando somente interromper a sua evolução ao evitar-se a exposição ao pó de sílica. Portanto, prevenir os fatores de risco deve ser visto como medida a ser adotada no combate à doença.
O proprietário foi notificado e autuado, com a operação de jateamento de areia a seco proibida, evitando, desta forma, os potenciais riscos à saúde advindos da exposição à sílica presente na areia.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

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