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sexta-feira, 19 de abril de 2013

AÇÃO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PODE TER EVITADO A INSTALAÇÃO DE RAMIFICAÇÕES DO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS EM ITUMBIARA

Hebert Andrade (Diretor de Vigilância Sanitária) e Eduardo Bento Kalil (centro) no momento da interdição da "Clinica" 

O trabalho da Vigilância Sanitária, interditando uma “Clínica” para recuperação de dependentes químicos em Itumbiara, há cerca de 4 meses, evitou que a cidade pudesse servir de base a integrantes do tráfico internacional de drogas, cuja quadrilha foi desmantelada e presa ontem (18/04/2013) em vários estados do país.
A atividade desenvolvida pelos responsáveis do estabelecimento poderia evitar suspeita, servindo de fachada para a viabilização do comércio e distribuição de drogas em nossa região. Um dos proprietários do que seria a “Clínica”, Eduardo Bento Kalil, está entre os presos da operação “Bad Trip”, desencadeada pela Polícia Federal.
Fatos como este reforçam a posição adotada pela Vigilância Sanitária de Itumbiara na cobrança da legislação sanitária, exigindo que se apresentem todos os documentos necessários, antes que se faça a abertura e se inicie o funcionamento destes estabelecimentos.
Infelizmente, o afrouxamento nas exigências para a abertura de uma “Comunidade Terapêutica”, que é o nome que se dá para os locais cujas rotinas não contemplam a prescrição sistemática e regular de medicamentos de uso psiquiátrico, com a responsabilidade técnica de um profissional médico, tem colaborado para que pessoas, na maioria jovens, recém egressos, eles mesmos, de clínicas de recuperação, enxerguem nessa atividade um filão onde a avidez pelo lucro supera, de longe, qualquer preocupação com uma proposta terapêutica legítima que pudesse devolver às pessoas ali internadas o convívio em sociedade.
Para se ter uma ideia da “farra” que em que se transformou a abertura dessas “Comunidades Terapêuticas”, verifica-se o fato de que qualquer pessoa, com qualquer formação superior, não necessariamente na área da Psicologia ou da Psiquiatria, estar habilitada a se tornar responsável técnico por um destes estabelecimentos.
O quê esperar de um “tratamento” em saúde mental conduzido por pessoas sem nenhum domínio das ciências médicas que as facultem lidar com a complexidade e a multifatorialidade deste problema?!
Ao fim, engana-se a família, que espera, de longe, o sucesso do tratamento e prolonga-se o sofrimento daqueles que, imaginando que encontrarão uma solução para o seu drama pessoal, não raro, acabam até vítimas de maus tratos e castigos físicos no interior destes locais, como já foi verificado.


Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara


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