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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DENGUE MATA! - CAMPANHA DE COMBATE À DENGUE 2013



CONHEÇA O INIMIGO
            Sabemos que combater a dengue não é uma tarefa fácil, são necessárias a mobilização e a participação de todos para eliminar os focos do mosquito e os riscos de epidemia no Estado de Goiás.
            Medidas simples, desde que praticadas todos os dias, geram bons resultados e ajudam a proteger não só a sua família, mas toda a comunidade. Conheça aqui tudo sobre a dengue e ajude-nos nesse combate. Não vamos ficar parados, a hora de agir é agora!

O MOSQUITO
            O Aedes aegypti, ao contrário do que muitos pensam, é menor do que um pernilongo comum e é de cor café ou preto, apresentando listras brancas no corpo e nas pernas. Ele possui hábitos diurnos, ou seja, sua picada ocorre nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, é inodora e não causa coceira na pele. Durante o voo, o mosquito não faz o menor ruído para não chamar a atenção.
            A fêmea do Aedes aegypti pode colocar mais de 100 ovos de cada vez, em locais, preferencialmente, com água limpa e parada. Seu ciclo apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. O desenvolvimento dos ovos até o surgimento do mosquito se dá em cerca de apenas 10 dias, podendo esse período ser menor, dependendo das condições do ambiente em que os ovos foram postos.
            Quem contamina o ser humano é a fêmea do mosquito, que precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos, enquanto o macho apenas se alimenta de seiva de plantas.
MODO DE TRANSMISSÃO
            O ciclo de transmissão se inicia quando a fêmea do Aedes aegypti pica uma pessoa com dengue. O tempo necessário para o vírus se reproduzir no organismo do mosquito é de 8 a 12 dias. Após isso, ele começa a transmitir o vírus causador da doença.
            Esse mesmo mosquito, ao picar um ser humano sadio, transmite o vírus para o sangue dessa pessoa. Dentro de um tempo, que varia de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar, ou seja, é nesse momento que os sintomas da dengue podem ser percebidos. A partir daí o ciclo pode voltar a se repetir.
A DOENÇA
            A dengue é uma doença febril causada por um vírus e possui quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A pessoa com dengue pode apresentar dor de cabeça, vômito, febre alta – com duração de 2 a 7 dias –, dor nas articulações e dor atrás dos olhos.
            É importante que uma pessoa com dengue, que apresente dores muito fortes na barriga e/ou vômitos persistentes, mal-estar com transpiração abundante, fraqueza muscular, sonolência e/ou irritabilidade, dificuldade para respirar, hemorragias (sangue nas fezes ou nos vômitos), diminuição na quantidade de urina e queda de temperatura, procure imediatamente um médico. Não perca tempo, a forma grave da dengue pode matar.
TRATAMENTO
            Não há um tratamento específico para a doença. Quem está com dengue deve ficar em repouso e beber muito líquido. As medicações utilizadas são analgésicos e antitérmicos, para aliviar os sintomas. No entanto, nunca se deve tomar medicamentos sem orientação médica. É importante destacar que a pessoa com dengue NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Como eles têm um efeito anticoagulante, podem promover sangramentos.
            Já no caso mais grave da doença, a hemorrágica, deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento com perdas de sangue e choque circulatório. Por isso é preciso ficar alerta para os quadros mais graves da doença.
            Ao serem observados os primeiros sintomas da dengue, deve-se buscar orientação médica no serviço de saúde mais próximo. A reidratação oral com soro caseiro, água ou sucos pode ser feita antes mesmo da consulta médica. 
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução. A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.
            Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

CUIDADOS FORA DE CASA:
• limpar as calhas e lajes das casas. Se houver piscina, lembrar aos moradores de que a água deve ser sempre tratada;

• manter recipientes/locais de armazenamento de água, como caixas d’água, poços, latões e tambores, bem fechados;

• guardar garrafas vazias de boca para baixo;

• eliminar a água acumulada em plantas, como bambus, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada de São Jorge, dentre outras;

• entregar pneus inutilizados para a equipe de limpeza pública, ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locais protegidos da água da chuva;

• verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água nos terrenos baldios;

• identificar, na vizinhança, a existência de casas desocupadas e terrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes aegypti.

CUIDADOS DENTRO DE CASA:

• evite, sempre que possível, o uso de pratos nos vasos de plantas. Caso opte por sua utilização, não deixe acumular água neles e nos xaxins. Coloque areia, preenchendo o prato até sua borda, ou lave-o, semanalmente, com esponja ou bucha e sabão, para eliminar completamente os ovos do mosquito;

• lave os bebedouros de animais com escova, esponja ou bucha, e troque a água pelo menos uma vez por semana;

• não deixe qualquer depósito de água aberto (ex.: potes, tambores, filtros, tanques e outros). Como o mosquito é bem pequeno, qualquer fresta, neste tipo de depósito, é suficiente para a fêmea conseguir colocar ovos e iniciar um novo ciclo.

CUIDADOS COM O LIXO:
 • não jogar lixo em terrenos baldios;
• manter o lixo tampado e seco até seu recolhimento;
 • tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo;
 • separar copos descartáveis, tampas de garrafas, latas, embalagens plásticas, enfim, tudo que possa acumular água. Fechar bem em sacos plásticos e colocar no lixo.
Fontes:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. O agente comunitário de saúde no controle da dengue / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
 BRASIL. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Distrito Federal/Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Brasília: Conasems, 2009, 200p. (Reflexões aos Novos Gestores Municipais de Saúde).
 http://www.combateadengue.com.br/tag/combate-a-dengue/
 http://www.combatadengue.com.br/
 http://www.denguemata.com.br/conhecaoinimigo

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

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