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sábado, 26 de janeiro de 2013

PISCINÃO DA DENGUE , OFICINAS E EMPRESAS INFESTADAS DE AEDES AEGYPTI AUMENTAM A PROPAGAÇÃO DA DENGUE EM ITUMBIARA



A Lei Sanitária do Município de Itumbiara (Lei 2.833/2003) diz, no seu Art. 108 e seus incisos, que: Os estabelecimentos comerciais ou industriais, as habitações, os terrenos não edificados e construções em geral obedecerão aos seguintes requisitos mínimos de higiene e conforto indispensáveis à proteção da saúde:
I)         não será permitido a emissão de odores, poeira, névoa e gases que possam provocar incômodo à vizinhança;
II)       os poços rasos, cisternas, tambores, tanques, caixa d’água e outros depósitos de água serão mantidos bem tampados e vedados;
III)      não será permitido manter água represada nas lajes;
IV)      as calhas, quando existentes, serão mantidas limpas e em bom estado de conservação para que não acumulem água;
V)        os terrenos, edificados ou não, terão escoamento adequado, para que a água não se acumule;
VI)      os quintais e jardins serão mantidos sempre limpos;
VII)     as árvores e vegetações serão mantidas podadas e o mato capinado;
VIII)   o lixo, as sucatas e o entulho não poderão ser acumulados em quintais e pátios, nem jogados em lotes vagos, terrenos baldios, riachos, córregos ou vales, vias e logradouros públicos;
IX)      o lixo será colocado no logradouro público, em sacos plásticos fechados, para coleta, nos horários e dias indicados pelo Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos.
X)        as lixeiras deverão ser altas, arejadas e lavadas após a coleta pública;
XI)      os entulhos terão destino adequado;
XII)     pneus e sucatas devem ser mantidos em locais cobertos;
XIII)   as garrafas vazias serão guardadas de cabeça para baixo ou em locais cobertos;
XIV)   não será permitido adotar em construções materiais que acumulem água e possibilitem a proliferação de mosquitos, em especial cacos de vidro ou similares em muros;
XV)     os bebedouros de animais, vasos de plantas aquáticas e os recipientes de vasos que acumulem água serão mantidos limpos e lavados diariamente para que não haja proliferação de insetos;
XVI)   os animais mortos não poderão ser jogados em lotes vagos, terrenos baldios, riachos, córregos, vales ou outros locais;
XVII)  os materiais e utensílios que possam acumular água, serão eliminados ou mantidos em áreas cobertas.
Mas, infelizmente, o que temos visto nestes últimos dias, principalmente em atendimento a denúncias, apoiando e dando cobertura ao trabalho dos Agentes de Endemias, vai de encontro à maioria dos incisos do Art. 108, notadamente aqueles grafados em negrito no presente texto.
Corroborando com as nossas afirmações vejam as imagens nos vídeos abaixo realizados nos dias 24 e 25 de Janeiro de 2013, onde um estabelecimento comercial com atividade no conserto e manutenção de implementos e máquinas agrícolas e uma residência de alto padrão no Bairro Jardim Primavera se mostraram totalmente em desacordo com o que preconiza o artigo 108 e vários de seus incisos, emanados da Lei Sanitária do Município de Itumbiara (Lei 2.833/2003).
Além disso, observamos o seguinte no Código Penal, no Capítulo III:
Dos Crimes contra a Saúde Pública
Epidemia
Art. 267. Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos:
Pena – reclusão, de dez a quinze anos.
Ø  Pena com a redação dada pela Lei nº 8.072, de 25-7-1990.
Ø  Art. 292 do CPM.
Ø  § 1º Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em dobro.
Ø  Art. 5º, XLIII, da CF.
Ø  Art. 1º, III, i, da Lei nº 7.960, de 21-12-1989 (Lei da Prisão Temporária).
Ø  Art. 1º, VII, da Lei nº 8.072, de 25-7-1990 (Lei dos Crimes Hediondos).
§ 2º No caso de culpa, a pena é de detenção, de um a dois anos, ou, se resulta morte, de dois a quatro anos.
Infração de medida sanitária preventiva
Art. 268. Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa:
Pena – detenção, de um mês a um ano, e multa.
Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão
de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro.
Portanto, acreditamos ser oportuno e mais do que na hora de repensarmos as condições de salubridade de nossas residências, das instalações industriais e de empresas comerciais de vários segmentos em Itumbiara e, principalmente, a responsabilidade de cada cidadão na propagação e disseminação de doenças em nossa comunidade.
  
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

RESTAURANTES SERÃO CLASSIFICADOS PELA HIGIENE


Será que o frango oferecido no cardápio do restaurante foi estocado à temperatura correta? E que a cozinha tem uma proteção que barra a entrada de baratas?
Questões como essas devem ficar mais transparentes para o consumidor com um projeto em fase final de elaboração pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): a classificação dos restaurantes do país com base nas condições de higiene do estabelecimento.
Até novembro, a ANVISA deve apresentar as primeiras "notas" de restaurantes das 12 cidades-sede da Copa.
A ideia segue experiências já adotadas em países como Dinamarca e Nova Zelândia e em cidades como Nova York.
Na cidade americana, desde 2010 os restaurantes são categorizados por letras - em que A é a melhor classificação, e C é a pior. Depois de avaliado, o restaurante deve afixar, de forma visível para o consumidor, sua "nota" -informação que vai parar até num aplicativo para smartphones.
Após a medida, um estudo apontou na cidade queda no número de casos de Salmonella - bactéria que pode causar diarreias, vômitos etc.
Um sistema de letras semelhante é usado na Nova Zelândia. Já a Dinamarca usa carinhas mais e menos felizes para indicar a condição sanitária dos restaurantes. Essa transparência é boa, avalia o dinamarquês Simon Lau, chef do badalado restaurante Aquavit, em Brasília.
"Eu gostaria de colocar um sorriso ou uma letra 'A' no meu restaurante", afirma.
MODELO NACIONAL
No caso do Brasil, ainda não foi definido se a categorização vai ser por letras, diz Denise Resende, gerente-geral de alimentos da ANVISA. Nem a forma como a comunicação será feita -se pela internet ou com aviso no estabelecimento. "Queremos mostrar para o consumidor a variação na qualidade mesmo entre os restaurantes com permissão de funcionamento", diz Denise.
Durante dois anos, a agência quer testar o projeto, ainda tido como piloto, nas cidades da Copa -até para ser um guia a turistas estrangeiros. Há a possibilidade de estender a iniciativa a outras localidades. A adesão das cidades é voluntária e haverá recursos federais (R$ 5 milhões) para qualificação de técnicos locais de vigilância sanitária. Segundo Denise, caberá ao município estabelecer prioridades locais - como focar em um tipo de restaurante ou priorizar bairros -, com base num "check-list" de principais riscos à saúde.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, ressalva que nenhum local ficará aberto sem o mínimo de higiene hoje determinado pelas leis brasileiras.
APROVAÇÃO
De forma geral, a proposta é bem vista pelo setor. Fernando Cabral, da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), defende que seja voluntária a divulgação do resultado pelo restaurante -o que não está previsto. A entidade ainda questiona a capacidade de fiscalização da vigilância. A ANR (Associação Nacional dos Restaurantes) diz que o modelo funcionou no exterior e que aguarda a divulgação dos critérios nacionais.
EM ITUMBIARA
A possibilidade de adotar esta classificação para restaurantes e estabelecimentos que produzam e/ou comercializem alimentos em Itumbiara já vem sendo pensada há algum tempo pela Vigilância Sanitária de Itumbiara, baseado mesmo, e também, neste modelo adotado em Nova York. Em conversas com alguns proprietários de alguns estabelecimentos verificou-se, neles, a disposição de se submeterem ao crivo de uma análise meticulosa da Vigilância Sanitária, vislumbrando, com isso, a possibilidade de obterem uma validação oficial que os poderiam colocar em posição de referência na qualidade do preparo e comercialização de alimentos em nossa cidade. A reflexão sobre o tema certamente movimentará a Vigilância Sanitária de Itumbiara na adoção de critérios que possam ser utilizados para esta classificação, servindo de parâmetro na orientação aos proprietários dos estabelecimentos que trabalham com alimentação e, principalmente, norteando a escolha do consumidores que buscam na qualidade dos alimentos e na higiene de seu preparo e fabricação, a segurança necessária à uma boa alimentação. 
Fonte: Johanna Nublat
Folha de São Paulo 23/01/2013
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

DENGUE - OFICINA INFESTADA DE CRIADOUROS DO MOSQUITO DA DENGUE E RESIDÊNCIA COM TONELADAS DE LIXO AUMENTAM O RISCO DE EPIDEMIA DE DENGUE EM ITUMBIARA



A Vigilância Sanitária de Itumbiara autuou neste dia 23/1/2013 uma oficina mecânica infestada de criadouros e focos do mosquito da dengue, localizada no cruzamento da Rua 8 com Rua 11, Bairro Santos Dumont, em Itumbiara. No local existe diversos materiais e utensílios acumulando água, espalhados em áreas descobertas, facilitando a procriação do mosquito Aedes aegypti e propiciando a disseminação da dengue em nossa cidade.
Além desta ocorrência, outra, também nesta terça-feira (23/1/2013), foi alvo da ação da Vigilância Sanitária de Itumbiara, quando mais de 2 toneladas de entulho, misturados à garrafas pet e material orgânico em decomposição, foram retirados de uma residência na Rua Clepino de Araújo, Bairro Alto da Boa Vista, em Itumbiara, demandando o carregamento de 4 caminhões para fazer toda a retirada do lixo. O problema, que vinha sendo motivo de reiteradas reclamações junto à Vigilância Sanitária, motivou a autuação da moradora, que foi intimada a fazer a retirada de todo o material, além de receber um auto de infração por infringir o artigo 108 da Lei Municipal 2.833/2003, conforme verifica-se abaixo:
Art. 108.  Os estabelecimentos comerciais ou industriais, as habitações, os terrenos não edificados e construções em geral obedecerão aos seguintes requisitos mínimos de higiene e conforto indispensáveis à proteção da saúde.
INCISO V - os quintais e jardins serão mantidos sempre limpos;
INCISO XVII - os materiais e utensílios que possam acumular água serão eliminados ou mantidos em áreas cobertas.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

DENGUE TIPO 4 PREOCUPA, PRINCIPALMENTE QUEM JÁ TEVE OUTROS TIPOS DE DENGUE


Em vários estados brasileiros aumentam os casos da doença. O número de notificações de dengue em Itumbiara, nos primeiros 15 dias desse ano, já ultrapassa a casa de 300 casos notificados, colocando o município na condição de alto risco (mais de 300 casos por 100.000 habitantes), segundo a metodologia adotada pelo Ministério da Saúde.
A Organização Mundial da Saúde considera a dengue como a doença tropical que se espalha mais rapidamente pelo mundo e representa uma ameaça de uma pandemia. Hoje, 50 milhões de pessoas já estão infectadas em todos os continentes. A doença já foi identificada em mais de 125 países. E no Brasil, o que mais preocupa em 2013 é que o tipo 4 do vírus - que já chegou a ser erradicado - é o de maior incidência este ano em algumas cidades. Desde o início de janeiro, uma morte por dengue já foi confirmada em Cuiabá.
Equipes de Agentes de Controle de Endemias estão fazendo ações de bloqueio, mas o acúmulo de lixo nos quintais e a presença de objetos que acumulam água, aliado às chuvas deste mês, tem deixado Itumbiara e outras cidades de Goiás sob a ameaça do mosquito.
De acordo com o professor de Infectologia da UFRJ, Edmilson Migowski, a diferença do vírus tipo 4 é que ele circula em quem já foi infectado pelos outros tipos, “Então pode ser a segunda, terceira ou quarta vez que e a pessoa é infectada. E quanto maior o número de vezes, maior tende a ser a gravidade”, completa. Segundo Migowski “o controle da dengue se faz principalmente através de uma boa educação da população, saneamento básico e coleta regular de lixo, caso contrário, a população fica refém do mosquito, já que ele é urbano, vive perto das nossas casas e faz dos nossos quintais uma maternidade e de nossos tornozelos um restaurante”.
Fonte: Globo News

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

domingo, 20 de janeiro de 2013

20 DE JANEIRO - DIA DO FARMACÊUTICO


A Vigilância Sanitária de Itumbiara, neste dia 20 de Janeiro, parabeniza a todos os Farmacêuticos pelo seu dia, desejando que continuem fazendo, com o seu trabalho, a ponte entre o Médico e o paciente, concorrendo para o sucesso do tratamento de todas as pessoas que, com amor, atendem no seu dia-a-dia!
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Farmacêutico-Bioquímico
Químico
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara   

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

QUANTIDADE DE ENTULHO E LIXO EM RESIDÊNCIA E RISCO DE DENGUE ASSUSTAM MORADORES DO BAIRRO SANTOS DUMONT EM ITUMBIARA



Um dos principais entraves encontrados no combate à dengue, dificultando em muito o trabalho dos Agentes de Endemias, tem sido o comportamento de grande parte dos moradores de Itumbiara em relação à limpeza de seus quintais e também do interior de suas residências.
Nesse sentido, o apoio da Vigilância Sanitária de Itumbiara tem sido solicitado frequentemente, tanto pela Superintendência de Endemias, quanto pelos próprios vizinhos destes locais, onde o acúmulo de entulho e lixo tem sido observado, propiciando a formação de um ambiente favorável à procriação e desenvolvimento do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue), causando temor em toda a população quanto à disseminação da dengue em nossa cidade.
Um fato que chamou bastante a atenção ocorreu em atendimento a uma denúncia feita à Vigilância Sanitária de Itumbiara, verificado pela equipe de fiscalização durante a visita a dois imóveis, ambos do mesmo proprietário, situado à Rua 9, no nº1.050 e nº 1.060, Bairro Santos Dumont, no último dia 10.
No local, deparou-se com uma quantidade inimaginável de entulho e lixo que, misturados a garrafas pet, fizeram do interior destas duas residências, contíguas, verdadeiros criadouros propícios ao desenvolvimento do Aedes aegypti e também de baratas, ratos e escorpiões.
A Vigilância Sanitária de Itumbiara fez a intimação para que o proprietário procedesse a retirada de todo o entulho, sob pena de, caso não retirasse, estar incorrendo em infração sanitária grave, passível de aplicação de multa.
Situações como essa ensejam a necessidade de enfatizarmos que o combate à dengue começa dentro de nossas casas e, para isso, é importante nos conscientizarmos de que a dengue mata e que, sem a eliminação dos focos do mosquito, não conseguiremos deter o avanço da doença.
Sendo assim, dispense pelo menos 10 minutos por semana de seu tempo no combate à dengue. Observe o interior de seu imóvel e de seu quintal. Verifique se não existem quaisquer objetos que possam acumular água, caso haja, retire e acondicione-os em sacos plásticos para serem coletados pela limpeza pública. Converse com o seu vizinho, explique-o sobre os riscos que todos corremos se não cuidarmos de nossos lares. Só assim, unindo forças, iremos conseguir combater o mosquito transmissor da dengue, deter o avanço da doença e evitar que pessoas venham a morrer em decorrência da dengue.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara
  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DENGUE MATA! - CAMPANHA DE COMBATE À DENGUE 2013



CONHEÇA O INIMIGO
            Sabemos que combater a dengue não é uma tarefa fácil, são necessárias a mobilização e a participação de todos para eliminar os focos do mosquito e os riscos de epidemia no Estado de Goiás.
            Medidas simples, desde que praticadas todos os dias, geram bons resultados e ajudam a proteger não só a sua família, mas toda a comunidade. Conheça aqui tudo sobre a dengue e ajude-nos nesse combate. Não vamos ficar parados, a hora de agir é agora!

O MOSQUITO
            O Aedes aegypti, ao contrário do que muitos pensam, é menor do que um pernilongo comum e é de cor café ou preto, apresentando listras brancas no corpo e nas pernas. Ele possui hábitos diurnos, ou seja, sua picada ocorre nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, é inodora e não causa coceira na pele. Durante o voo, o mosquito não faz o menor ruído para não chamar a atenção.
            A fêmea do Aedes aegypti pode colocar mais de 100 ovos de cada vez, em locais, preferencialmente, com água limpa e parada. Seu ciclo apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. O desenvolvimento dos ovos até o surgimento do mosquito se dá em cerca de apenas 10 dias, podendo esse período ser menor, dependendo das condições do ambiente em que os ovos foram postos.
            Quem contamina o ser humano é a fêmea do mosquito, que precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos, enquanto o macho apenas se alimenta de seiva de plantas.
MODO DE TRANSMISSÃO
            O ciclo de transmissão se inicia quando a fêmea do Aedes aegypti pica uma pessoa com dengue. O tempo necessário para o vírus se reproduzir no organismo do mosquito é de 8 a 12 dias. Após isso, ele começa a transmitir o vírus causador da doença.
            Esse mesmo mosquito, ao picar um ser humano sadio, transmite o vírus para o sangue dessa pessoa. Dentro de um tempo, que varia de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar, ou seja, é nesse momento que os sintomas da dengue podem ser percebidos. A partir daí o ciclo pode voltar a se repetir.
A DOENÇA
            A dengue é uma doença febril causada por um vírus e possui quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A pessoa com dengue pode apresentar dor de cabeça, vômito, febre alta – com duração de 2 a 7 dias –, dor nas articulações e dor atrás dos olhos.
            É importante que uma pessoa com dengue, que apresente dores muito fortes na barriga e/ou vômitos persistentes, mal-estar com transpiração abundante, fraqueza muscular, sonolência e/ou irritabilidade, dificuldade para respirar, hemorragias (sangue nas fezes ou nos vômitos), diminuição na quantidade de urina e queda de temperatura, procure imediatamente um médico. Não perca tempo, a forma grave da dengue pode matar.
TRATAMENTO
            Não há um tratamento específico para a doença. Quem está com dengue deve ficar em repouso e beber muito líquido. As medicações utilizadas são analgésicos e antitérmicos, para aliviar os sintomas. No entanto, nunca se deve tomar medicamentos sem orientação médica. É importante destacar que a pessoa com dengue NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Como eles têm um efeito anticoagulante, podem promover sangramentos.
            Já no caso mais grave da doença, a hemorrágica, deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento com perdas de sangue e choque circulatório. Por isso é preciso ficar alerta para os quadros mais graves da doença.
            Ao serem observados os primeiros sintomas da dengue, deve-se buscar orientação médica no serviço de saúde mais próximo. A reidratação oral com soro caseiro, água ou sucos pode ser feita antes mesmo da consulta médica. 
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução. A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.
            Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

CUIDADOS FORA DE CASA:
• limpar as calhas e lajes das casas. Se houver piscina, lembrar aos moradores de que a água deve ser sempre tratada;

• manter recipientes/locais de armazenamento de água, como caixas d’água, poços, latões e tambores, bem fechados;

• guardar garrafas vazias de boca para baixo;

• eliminar a água acumulada em plantas, como bambus, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada de São Jorge, dentre outras;

• entregar pneus inutilizados para a equipe de limpeza pública, ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locais protegidos da água da chuva;

• verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água nos terrenos baldios;

• identificar, na vizinhança, a existência de casas desocupadas e terrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes aegypti.

CUIDADOS DENTRO DE CASA:

• evite, sempre que possível, o uso de pratos nos vasos de plantas. Caso opte por sua utilização, não deixe acumular água neles e nos xaxins. Coloque areia, preenchendo o prato até sua borda, ou lave-o, semanalmente, com esponja ou bucha e sabão, para eliminar completamente os ovos do mosquito;

• lave os bebedouros de animais com escova, esponja ou bucha, e troque a água pelo menos uma vez por semana;

• não deixe qualquer depósito de água aberto (ex.: potes, tambores, filtros, tanques e outros). Como o mosquito é bem pequeno, qualquer fresta, neste tipo de depósito, é suficiente para a fêmea conseguir colocar ovos e iniciar um novo ciclo.

CUIDADOS COM O LIXO:
 • não jogar lixo em terrenos baldios;
• manter o lixo tampado e seco até seu recolhimento;
 • tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo;
 • separar copos descartáveis, tampas de garrafas, latas, embalagens plásticas, enfim, tudo que possa acumular água. Fechar bem em sacos plásticos e colocar no lixo.
Fontes:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. O agente comunitário de saúde no controle da dengue / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
 BRASIL. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Distrito Federal/Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Brasília: Conasems, 2009, 200p. (Reflexões aos Novos Gestores Municipais de Saúde).
 http://www.combateadengue.com.br/tag/combate-a-dengue/
 http://www.combatadengue.com.br/
 http://www.denguemata.com.br/conhecaoinimigo

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

RENOVAÇÃO DE ALVARÁ DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA 2013


ATENÇÃO
A emissão e renovação dos alvarás de vigilância sanitária do ano de 2013 das indústrias, serviços de saúde, estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços etc., já está sendo efetuada pela Vigilância Sanitária de Itumbiara, localizada à Rua Marechal Deodoro nº180 – Setor Central - Tel. 3433-0498.
           O alvará de vigilância sanitária é o diploma legal que permite e possibilita que um estabelecimento comercial, industrial ou de prestação de serviços exerça sua atividade dentro do que é preconizado pela legislação que regula todos estes setores em nossa cidade, sendo considerada infração sanitária grave o funcionamento de qualquer atividade sem a presença do alvará de vigilância sanitária do corrente ano.
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA - 10.168 AÇÕES EM 2012

           A Vigilância Sanitária de Itumbiara alcançou a marca de 10.168 ações realizadas no ano de 2012, atuando em todos os setores regulados pela legislação sanitária em nossa cidade.
           Atingiu-se um número recorde na emissão de alvarás sanitários (4.108), fruto de uma política de divulgação da Lei Sanitária do Município de Itumbiara, a Lei 2.833/2003, conseguido através da publicação e distribuição gratuita destes exemplares na sede da Vigilância Sanitária de Itumbiara.
           Não menos expressivo foi o número resultante da quantidade de análises de parâmetros físico-químicos (pH, Turbidez e Cloro Livre) em amostras coletadas em todo o sistema de abastecimento de água em todos os quadrantes de nossa cidade, perfazendo um total de 1.530 análises, decorrentes da coleta de 510 amostras de água, como parte do programa de vigilância da qualidade da água (Vigiágua).
            As fiscalizações e vistorias efetuadas em indústrias como Cargill, JBS – Friboi, Caramuru, Almad/Cagigo, Usina Panorama, Plantar, Pionner, Perdigão, Rai Ingredientes (aromas e essências), Pimpolino – indústria de milho de pipoca, Alca Foods,  Tempeiro Cheiro Bom, Saladão Foods,  indústrias de panificação,  Depil Safe etc., além de estabelecimentos de serviços de saúde (hospitais, clínicas radiológicas e serviços de raio-x, clínicas odontológicas, clínicas médicas, clínicas psicológicas e comunidades terapêuticas), transportadoras, distribuidoras de medicamentos, farmácias, laboratórios, clínicas veterinárias e pet-shops, academias de ginástica, escolinhas de natação, grandes redes de supermercados, comércio varejista, hotéis, restaurantes, bares, lanchonetes etc., juntas, somaram 1.458 ações.
           O atendimento público na Vigilância Sanitária, referente a esclarecimentos sobre as normas sanitárias que regulam diferentes setores da economia do município somou 1.377 ações. Foram dadas 500 notificações e atendidas 401 denúncias. As intimações chegaram ao número de 111 ações. As atuações conjuntas com a Superintendência de Endemias somaram 96 ações.
            Além de todas estas ações, acima elencadas, outras ocorreram em menor número, mas, nem por isso, de menor importância, conforme se observa no gráfico acima.
           Acreditando ser possível melhorar sempre, espera-se que o ano de 2013 seja de muito trabalho, empenho e dedicação, para que Itumbiara continue buscando atingir patamares cada vez mais elevados na qualidade do serviço público oferecido pela Vigilância Sanitária de Itumbiara à nossa população.
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara