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segunda-feira, 30 de abril de 2012

BOAS PRÁTICAS NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA

O manual Boas práticas no abastecimento de água: procedimentos para a minimização de riscos à saúde foi produzido para preencher importante lacuna na área de abastecimento de água: a de estabelecer diretrizes para a adoção das chamadas boas práticas no abastecimento de água, a partir de um olhar de saúde pública.
Pode-se afirmar que se trata de lacuna histórica, pois há muito os responsáveis pelo funcionamento das instalações de abastecimento de água, tradicionalmente com formação profissional alinhada com os princípios da engenharia, não dispõem de uma clara orientação sobre como amoldar seus planejamentos, estratégias, concepções e, sobretudo, sua rotina operacional a uma perspectiva de minimização dos riscos à saúde. Na outra direção, profissionais da área de saúde, particularmente da atividade de vigilância, mais modernamente com sua especialidade em vigilância ambiental, também se têm ressentido da ausência de instrumentos técnico-normativos para bem orientá-los em seus procedimentos nos serviços de abastecimento de água.
A motivação maior para a elaboração deste manual, porém, foi a publicação da Portaria MS nº 518/2004, agora atualizada pela Portaria Nº 2.914, de 12 de Dezembro de 2011, que, ao estabelecer “os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade”, determina o emprego das “boas práticas” no abastecimento como forma de minimizar os riscos à saúde humana decorrentes da utilização de água insegura pela população. Pode-se sugerir mesmo que o uso reiterado da expressão “boas práticas” naquela Portaria cumpriu o papel de provocar os envolvidos no controle e na vigilância da qualidade da água para consumo humano a definir seu significado. Esta seria, pois, a função do manual: procurar preencher de sentido a expressão adotada na legislação.
É importante assinalar ainda que o conceito está longe de ser exclusivo do campo do abastecimento de água. Trata-se, em verdade, de expressão empregada em diversas outras áreas relacionadas com a saúde pública, como a de produção de alimentos e de controle de qualidade de práticas laboratoriais,
bem como na própria literatura internacional sobre abastecimento de água, especialmente a mais recente.
O conteúdo do manual, como princípio orientador de sua elaboração, procurou ser atravessado pela seguinte premissa: para a minimização de riscos à saúde humana decorrentes do abastecimento de água, tão ou mais importante que manter os parâmetros de qualidade da água enquadrados nos limites dos padrões de potabilidade, é o emprego daquelas práticas que possibilitam prevenir o surgimento desses riscos. Clique aqui para fazer o download!

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

domingo, 29 de abril de 2012

VIGILÂNCIA SANITÁRIA - FUNDAMENTOS PARA AS ATUAÇÕES DAS VIGILÂNCIAS SANITÁRIAS MUNICIPAIS

Este manual, conquanto tenha sido publicado em 1998, contém material bastante atual e servirá como uma referência para a atuação das equipes municipais responsáveis pelas ações coletivas de saúde na promoção e manutenção da saúde de suas populações.
Por se tratar de um manual, de um guia prático, limitou-se aqui à apresentação de um conjunto básico de conceitos técnicos e ferramentas sobre o que se caracteriza hoje, no Brasil, como vigilância sanitária, dentro de um enfoque pragmático, direcionado à instrumentalização dos agentes responsáveis por essa prática em seus municípios. Assim, os conceitos, marcos teóricos e metodológicos assumidos, que embasam as modalidades de atuação da Vigilância Sanitária aqui delineadas, estão referenciados, de forma breve, visto
que são objeto de discussão mais aprofundada nos manuais que tratam de planejamento, de avaliação e gestão da qualidade em saúde, componentes deste Projeto.
Também pelo vasto campo abrangido pela Vigilância Sanitária, em que cada tema poderia se converter em extenso manual, foram abordados neste documento apenas os principais passos, como referência aos executores das ações. Este manual será, portanto, um convite e um estímulo ao aprofundamento das questões de vigilância sanitária. Vários trabalhos foram consultados para embasar os aspectos principais envolvidos na prática de vigilância sanitária, que não estão referenciados no corpo do texto, mas relacionados ao final de cada parte, como bibliografia consultada ou recomendada.
Esperamos que este manual, em conjunto com as demais publicações que colocaremos aqui neste espaço, auxilie a gerência na administração e organização dos sistemas locais de saúde. Há muito ainda por se fazer pela melhoria da saúde da população. A concretização do SUS somente se dará a partir da assunção plena, por parte dos municípios, das ações de saúde individuais e coletivas, devidamente articuladas com os níveis regionais e centrais do SUS, e, a Vigilância Sanitária é um poderoso instrumento em favor da qualidade de vida e saúde da população. Clique aqui para fazer o download!
           
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

VIGILÂNCIA E CONTROLE DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO

Na presente publicação, desenvolve-se o tema da vigilância e do controle da qualidade da água para consumo humano em seis capítulos, cada qual procurando tratar de aspectos relevantes associados, assim como destacar a relação entre a temática abordada e a saúde.
Os capítulos 1 e 2 apresentam a situação atual da água no Brasil, a sua importância e a vigilância da água para consumo humano no contexto da vigilância em saúde ambiental.
No capítulo 3 desenvolve-se a descrição dos aspectos característicos da qualidade da água. Trata-se de uma apresentação do produto objeto da vigilância. A relação desse conhecimento com as ações de vigilância é evidente. O profissional que atua em vigilância de qualidade da água necessita conhecer, entre outros:
a) os parâmetros microbiológicos e físico-químicos e seus valores-limites permissíveis
na água;
b) as possíveis fontes dos diversos contaminantes passíveis de encontrar na água;
c) o significado dos parâmetros para a saúde humana e os agravos à saúde decorrentes da ingestão de água contendo substâncias em concentrações superiores às permissíveis;
d) o significado dos indicadores de qualidade microbiológica, sua importância e suas limitações.
No capítulo 4 são descritos os Sistemas de Abastecimento de Água – SAAs, suas particularidades, seus componentes e suas variações. Constitui também um conhecimento de fundamental importância para os profissionais da área de vigilância da qualidade da água. Pelo entendimento dos processos que determinam a água a ser consumida, tem-se, ao mesmo tempo, a compreensão de suas vulnerabilidades e dos potenciais pontos e situações de risco à saúde humana. Na produção de água, destaca-se a questão da vulnerabilidade dos mananciais – superficiais ou subterrâneos – cuja qualidade da água é mera decorrência da combinação entre as características naturais de sua bacia e os fatores antrópicos que conduzem à sua modificação. Ainda na produção, ressalta-se o fundamental papel do tratamento, processo empregado para transformar uma dada qualidade da água bruta, tornando-a potável e protegida quanto a posteriores fatores nocivos à sua qualidade. Tão importante quanto a produção é a distribuição da água, concebida para fornecer água com regularidade e segurança sanitária, continuamente, aos consumidores. Fatores que fragilizam o cumprimento dessa função da distribuição devem ser conhecidos e tornam-se objeto de atenção das atividades de vigilância.
O capítulo 5 conceitua controle e vigilância, diferenciando ambas as atividades e seus atores. Mostra que, cada uma à sua maneira e com seu objetivo, as ações de controle e vigilância cumprem funções distintas – e igualmente importantes – na proteção da saúde do consumidor. O controle fornece informações à entidade encarregada da operação do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) e de Soluções Alternativas Coletivas (SAC) sobre a qualidade do produto gerado, sendo um termômetro da eficiência e eficácia de suas práticas operacionais. Por meio do processo de controle da qualidade da água, SAA e SAC podem ter suas práticas corrigidas e racionalizadas. São, portanto, subsídios fundamentais para a adoção de boas práticas operacionais, visando minimizar os riscos à saúde humana decorrentes do consumo de água. As atividades de vigilância, por sua vez, garantem o devido “controle de qualidade” pelos órgãos públicos responsáveis por assegurar a promoção da saúde da população – o denominado setor saúde. Não é admissível que apenas as atividades de controle suportem a ação do setor saúde. É fundamental que se distingam os papéis do produtor e do agente de fiscalização, já que este último deve ter autonomia e independência para, com estratégias próprias, aferir a qualidade da água consumida.
Por fim, o capítulo 6 descreve o sistema de informações da vigilância da qualidade da água para consumo humano, iniciativa fundamental para uma disseminação de dados sobre os SAA e SAC e sobre as Soluções Alternativas Individuais (SAI). Compreende um valioso conjunto de informações para os órgãos de vigilância, que, com o acesso ao sistema de informação, passam a contar com um importante subsídio para o conhecimento dos SAA, SAC e SAI sob sua vigilância, bem como de suas vulnerabilidades, seus riscos e a evolução histórica da qualidade da água distribuída. Esse conhecimento constitui fator indispensável para o planejamento racional das ações de vigilância. É responsabilidade dos órgãos de vigilância ao mesmo tempo zelar pela adequada alimentação de dados ao sistema e facultar a permanente consulta às informações de interesse nele contidas, a fim de pautar sua ação.
Completam a publicação os Anexos I a VII, que transcrevem a base legal sobre a qual se deve desenvolver a vigilância da qualidade da água para consumo humano.
Conquanto já tenhamos uma nova portaria, a Portaria Nº 2914, de 12 de Dezembro de 2011, dispondo sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, consideramos importante o conhecimento do conteúdo deste material.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

sexta-feira, 27 de abril de 2012

MANUAL DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR EM PEDIATRIA

Com a finalidade de difundir conceitos, normas, cuidados, procedimentos e a legislação em vigor, aplicáveis tanto à organização das unidades de saúde em que transcorrem os atendimentos pediátricos, como às peculiaridades da prática profissional apropriada à faixa etária correspondente, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicaram o Manual de Controle de Infecção Hospitalar em Pediatria.
Trata-se de precioso resultado das ações conjuntas definidas nos termos da parceria firmada entre as duas entidades com o intuito de contribuir para a elevação do nível de saúde da infância e da adolescência brasileiras.
O objetivo é o fortalecimento da cultura de prevenção de infecções adquiridas em unidades pediátricas de saúde, pressuposto essencial à qualidade dos serviços prestados em todas as etapas dos processos de diagnóstico e tratamento das doenças. Presta-se, por isso mesmo, aos pediatras e a todos os demais profissionais que atuam nos ambientes de atenção à saúde de crianças e adolescentes do país.
O Manual que apresentamos para download foi elaborado pelos integrantes do Grupo Técnico de Controle de Infecção Hospitalar da SBP e revisado pela equipe da ANVISA. Os temas que compõem o conteúdo do Manual cobrem a maioria das questões suscitadas nesse domínio de conhecimento. Estão escritos de forma clara, simples, concisa e, sobretudo, prática, como cabe a um texto dessa natureza.
O alcance da relevante iniciativa demonstra o extraordinário benefício que pode resultar da combinação de esforços entre o poder público e as entidades da sociedade civil, quando convergem para a promoção do bem estar físico mental e social da população.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ROTULAGEM NUTRICIONAL - INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS PARA A COMPREENSÃO DOS RÓTULOS DE ALIMENTOS

A promoção de práticas alimentares e estilos de vida saudáveis faz parte do conjunto de indicações do Ministério da Saúde para cumprir a responsabilidade de promover e proteger a saúde da população.
Facilitar a escolha de alimentos saudáveis a partir das informações contidas nos rótulos de alimentos foi uma das estratégias desenhadas pela Política Nacional de Alimentação para a redução dos índices de sobrepeso, obesidade e doenças crônico-degenerativas associadas aos hábitos alimentares da população.
A rotulagem nutricional, como uma das ações definidas para implantação dessa Política, foi regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA em março de 2001, com a publicação das Resoluções RDC n.º 39 – Tabela de Valores de Referência para Porções de Alimentos e Bebidas Embalados para Fins de Rotulagem Nutricional e RDC n.º 40 – Regulamento Técnico para Rotulagem Nutricional Obrigatória de Alimentos e Bebidas Embalados.
                O objetivo dos materiais colocados abaixo para download, um realizado em conjunto com o Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília – UNB, e o outro divulgado pela ABIMA e EMBRAPA,   é colocar à disposição da população, tanto do setor regulado quanto dos consumidores, as informações necessárias para a confecção e compreensão dos rótulos de alimentos, possibilitando a adequação à legislação e a adoção de padrões alimentares saudáveis.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS EM SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS

As inovações tecnológicas produzidas pela inteligência humana, embora signifiquem avanços, podem também gerar riscos à saúde, quando não monitoradas de maneira adequada. Por isso, a qualidade do atendimento à população está intrinsecamente relacionada à monitoração desses riscos.
Cabe ao Estado ser o regulador dessa relação por meio da adoção de medidas de controle e prevenção e pela veiculação de informações à sociedade. Isto contribui para a efetiva participação dos usuários no processo de construção de um sistema de saúde de qualidade.
Dentro desta perspectiva, consideramos importante a divulgação de materiais que forneçam subsídios para que os profissionais de vigilância sanitária possam exercer as suas ações com propriedade e conhecimento. Desta forma, colocamos aqui essa publicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o intuito de levar aos profissionais da área instrumentos práticos para o gerenciamento dos riscos sanitários. Esperamos, assim, por meio destas publicações, contribuirmos não só com os profissionais envolvidos diretamente na área, mas também para o desenvolvimento de ações seguras no âmbito de vigilância sanitária, além de disponibilizar informações atualizadas que podem ser repassadas ao público. Clique aqui para fazer o download!

Dr. Hebert Andrade Ribeiro filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

terça-feira, 24 de abril de 2012

HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE




 A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência deste procedimento. O termo engloba a higienização simples, a higienização antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das mãos, que serão abordadas mais adiante.
As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.
A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele.
A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução antisséptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus.
Os patógenos hospitalares mais relevantes são: Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Enterococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella spp., Enterobacter spp. e leveduras do gênero Candida. As infecções relacionadas à assistência à saúde geralmente são causadas por diversos microrganismos resistentes aos antimicrobianos, tais como S. aureus e S. epidermidis, resistentes a oxacilina/meticilina; Enterococcus spp., resistentes a vancomicina; Enterobacteriaceae, resistentes a cefalosporinas de 3ª geração e Pseudomonas aeruginosa, resistentes a carbapenêmicos.
Devem higienizar as mãos todos os profissionais que trabalham em serviços de saúde, que mantém contato direto ou indireto com os pacientes, que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado. Saiba por que e como executar corretamente este importante procedimento fazendo o download da publicação da ANVISA, clicando aqui!


Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

PRINCIPAIS MOSQUITOS DE IMPORTÂNCIA SANITÁRIA NO BRASIL

Como parte do trabalho de divulgação e de informação sobre temas que interessem á saúde e aos aspectos sanitários dentro das diversas áreas que possuem pontos de convergência com a vigilância sanitária,  apresentamos este livro de Rotraut A. G. B. Consoli e Ricardo Lourenço de Oliveira, que traz informações concisas e importantes sobre os mosquitos vetores de doenças no Brasil, incluindo morfologia e biologia das fases evolutivas de adulto, ovo, larva,  pupa e abordando aspectos referentes à nutrição, reprodução, comportamento e ecologia. Com referência às medidas de controle, são abordados os métodos químicos, a questão da resistência aos inseticidas e a perspectiva dos métodos biológicos. Possui, ainda, técnicas de trabalho e uma vasta lista de referências bibliográficas para um conhecimento mais detalhado de cada item tratado. Clique aqui para fazer o download!
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

segunda-feira, 23 de abril de 2012

VIGILÂNCIA SANITÁRIA: TEMAS PARA DEBATE

Com a finalidade de divulgar conhecimentos no âmbito da vigilância sanitária e oferecer informações a todos aqueles que exercem suas atividades nesta área, estamos fazendo, através de um download, a divulgação do livro da autora Ediná Alves Costa, que pretende contribuir no ensino de vigilância sanitária, com um conjunto de temas, cuja seleção não pretendeu ser exaustiva, levando em conta sua presença constante nos cursos, a disponibilidade já de alguns textos e a experiência desenvolvida no Instituto de Saúde Coletiva/ UFBA no ensino de vigilância sanitária em seus vários níveis. Clique aqui para o download!
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

domingo, 22 de abril de 2012

GUIA DIDÁTICO SOBRE ALIMENTOS, MEDICAMENTOS E PRODUTOS E SERVIÇOS DE INTERESSE À SAÚDE - ANVISA E IDEC

Ainda que o controle sanitário seja essencial e eficaz, não se pode afirmar que ele seja capaz de prevenir todos os riscos. São tantos os fatores envolvidos na prevenção de doenças e outros problemas de consumo que torna-se impossível garantir segurança absoluta.
Apesar das leis e da fiscalização, ainda há fornecedores que atuam de forma irregular, na clandestinidade, desrespeitando normas de higiene, falsificando ou adulterando produtos, enganando ou omitindo informações importantes para a segurança do consumidor.
Para combater esse tipo de problema, é preciso que a população atue em parceria com a vigilância sanitária, fiscalizando, recusando produtos e serviços inadequados ao consumo e denunciando práticas ilegais. Em contrapartida, é fundamental que a vigilância sanitária mantenha o consumidor informado sobre os itens que oferecem risco e sobre como evitá-los. Desse modo, o consumidor será capaz de fazer boas escolhas, rejeitando produtos e serviços de origem e eficácia duvidosas, e de lidar de forma adequada com esses produtos, tomando os cuidados necessários durante a manipulação, o preparo, o armazenamento ou a conservação.
O Guia Didático elaborado pela ANVISA com a colaboração do IDEC sobre alimentos, medicamentos e produtos e serviços de interesse à saúde tem a intenção de divulgar informações que permitam que os consumidores possam fazer suas escolhas de forma adequada, evitando, desta forma, riscos a sua saúde. Conheça o Guia Didático na íntegra clicando aqui!
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

quinta-feira, 19 de abril de 2012

VIGILÂNCIA SANITÁRIA E CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES - ADOTE UM AMIGO!

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), ligado à Vigilância Sanitária de Itumbiara, é o órgão responsável pelo controle de agravos e doenças transmitidas por animais (zoonoses), através do controle de populações de animais domésticos (cães, gatos e animais de grande porte). As atividades desenvolvidas pelo Centro de Controle de Zoonoses do Município de Itumbiara estão intrinsecamente relacionadas com as questões ambientais e a saúde coletiva. A população animal no meio urbano é diversificada: cães e gatos domiciliados e centenas de cães e gatos abandonados.
O aumento da população de animais, principalmente cães e gatos em centros urbanos, ocasiona inúmeros problemas: transmissão de zoonoses, como raiva, leptospirose, leishmaniose, entre outras; agressões envolvendo pessoas ou outros animais; contaminação ambiental por dejetos e pelos e dispersão de lixo; distúrbios de trânsito de veículos, determinantes de acidentes, atropelamentos; danos à propriedade pública ou particular.
O controle destas populações representa um desafio constante para todas as sociedades, independentemente do grau de desenvolvimento sócio-econômico, devido ao grande laço afetivo que caracteriza a relação do homem com animais, sejam de raça ou não, filhotes ou velhos, machos ou fêmeas, soltos ou domiciliados.
          Objetivando diminuir a população de cães e gatos abandonados, no Município de Itumbiara e, consequentemente, o risco potencial de agravos causados à saúde da população humana por eles, o Centro de Controle de Zoonoses busca desenvolver ações educativas visando o esclarecimento da população com relação aos conteúdos necessários para a prevenção e controle de zoonoses, bem como a atuação consciente e competente nas transformações da realidade para a melhoria das condições e qualidade de vida.
O grande desafio que se apresenta atualmente para o Centro de Controle de Zoonoses de Itumbiara se dá no desenvolvimento de ações para o controle das populações de animais abandonados, através de programas de apreensão de animais errantes realizado pela carrocinha (foto), vacinação massiva contra a raiva, registro de animais, adoção, doação para entidades de proteção animal, educação em saúde e, em última hipótese, eutanásia de animais remanescentes.
Em Itumbiara, a realidade tem mostrado que o controle da população de animais, principalmente aqueles que depois serão abandonados, somente alcançará resultados se houver ampla e efetiva participação da sociedade envolvendo proprietários de animais assumindo posturas de posse responsável; entidades de proteção animal difundindo o respeito à vida animal e projetos educativos de controle de natalidade de populações animais, além de fiscalização e da aplicação da legislação vigente.
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

ANVISA LANÇA MANUAL DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES EM SERVIÇOS DE SAÚDE

Atualmente, o ambiente em serviços de saúde tem sido foco de especial atenção para a minimização da disseminação de microrganismos, pois pode atuar como fonte de recuperação de patógenos potencialmente causadores de infecções relacionadas à assistência à saúde, como os microrganismos multirresistentes.
Segundo Rutala (2004), as superfícies limpas e desinfetadas conseguem reduzir em cerca de 99% o número de microrganismos, enquanto as superfícies que foram apenas limpas os reduzem em 80%. As superfícies carreiam um risco mínimo de transmissão direta de infecção, mas podem contribuir para a contaminação cruzada secundária, por meio das mãos dos profissionais de saúde e de instrumentos ou produtos que poderão ser contaminados ao entrar em contato com essas superfícies e, posteriormente, contaminar os pacientes ou outras superfícies (ANSI/AAMI, 2006). Desta forma, o Serviço de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde tem papel fundamental na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde, sendo imprescindível o aperfeiçoamento do uso de técnicas eficazes para promover a limpeza e desinfecção de superfícies.
Conheça o Manual de Limpeza e Desinfecção de Superf­ícies lançado pela ANVISA e veja como devem ser realizados todos os procedimentos de limpeza de superfícies nas diversas áreas dos estabelecimentos de serviços de saúde. Clique aqui para fazer o download do Manual!
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara
        

segunda-feira, 16 de abril de 2012

NOVA EDIÇÃO DA FARMACOPEIA BRASILEIRA EM VIGOR

Editado pela Anvisa,  o Código Oficial Farmacêutico do País é  de uso obrigatório nos laboratórios analíticos e estabelecimentos farmacêuticos. Disponibilizamos aqui o conteúdo da quinta edição. A Farmacopeia Brasileira estabelece os requisitos mínimos de qualidade para fármacos, insumos, drogas vegetais, medicamentos e produtos para a saúde, por exemplo. O código contém 592 monografias, sendo que 367 destas fazem parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).
O acesso e o download aos dois volumes que compõem a obra poderá ser realizado por aqui, clicando abaixo em cada um dos dois volumes.


Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

sábado, 14 de abril de 2012

BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO (RESOLUÇÃO-RDC ANVISA Nº 216/2004)

Serviços de Alimentação como lanchonetes, restaurantes, padarias, bares, cantinas, bufês, confeitarias, cozinhas industriais e cozinhas institucionais, devem seguir regras que irão auxiliar os manipuladores a prepararem, a armazenarem e a venderem os alimentos de forma adequada, higiênica e segura, com o objetivo de oferecer alimentos saudáveis aos consumidores.
O que são Boas Práticas?
São práticas de higiene que devem ser obedecidas pelos manipuladores desde a escolha e compra dos produtos a serem utilizados no preparo do alimento até a venda para o consumidor. O objetivo das Boas Práticas é evitar a ocorrência de doenças provocadas pelo consumo de alimentos contaminados.
As doenças provocadas pelo consumo de alimentos ocorrem quando micróbios prejudiciais à saúde, parasitas ou substâncias tóxicas são transmitidos ao homem por meio do alimento. Se não forem tomados alguns cuidados, os micróbios que contaminam o alimento podem se multiplicar rapidamente e causar doença. Os sintomas mais frequentes são diarréia, vômito, cólica, náusea e febre. Para adultos sadios, a maioria das doenças transmitidas por alimentos dura poucos dias e não deixa sequelas; para as crianças, as grávidas, os idosos e as pessoas doentes, as consequências podem ser mais graves, podendo inclusive levar à morte.
É sempre bom lembrar que medidas simples, como lavagem das mãos, conservação dos alimentos em temperaturas adequadas e o cozimento correto evitam ou controlam a contaminação dos alimentos. Essas medidas simples fazem parte das Boas Práticas. Saiba mais sobre as BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO. Clique aqui!

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

ANIMAIS SINANTRÓPICOS - ESCORPIÕES

Animais sinantrópicos
Animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste. Diferem dos animais domésticos, os quais o homem cria e cuida com as finalidades de companhia (cães, gatos, pássaros, entre outros), produção de alimentos ou transporte (galinha, boi, cavalo, porcos, entre outros).
Destacamos, dentre os animais sinantrópicos, aqueles que podem transmitir doenças, causar agravos à saúde do homem ou de outros animais, e que estão presentes na nossa cidade, tais como: abelha, aranha, barata, carrapato, escorpião, formiga, lacraia ou centopeia, morcego, mosca, mosquito, pombo, pulga, rato, taturana, vespa etc.

Escorpiões
Hábitos
Existem cerca de 1.200 espécies de escorpiões conhecidas; dentre estas destacamos duas, o Tityus bahiensis (escorpião marrom) e o Tityus serrulatus (escorpião amarelo), comuns em nossa cidade.
Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais com terra, sombreados e úmidos, troncos de árvores, pedras,tijolos, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros.
Os escorpiões são predadores, capturam e matam animais para se alimentarem como: baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio, etc. As espécies comuns em nossa cidade estão bem adaptadas ao ambiente urbano, onde seu principal alimento é a barata. Tem como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranha e lagartos, entre outros.


Ciclo de vida
A fêmea é vivípara, isto é, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe e o nascimento efetua-se por meio de parto, sendo a gestação de 2 a 3 meses, dependendo da espécie. Uma ninhada pode ter até 20 filhotes, os quais ficam nas costas da mãe até conseguirem se alimentar sozinhos. Os filhotes ficam adultos com cerca de um ano de idade. Os escorpiões vivem em média 3 a 4 anos.
A espécie Tityus serrulatus só apresenta indivíduos fêmeas; os óvulos transformam-se diretamente em embriões que dão origem a novas fêmeas (processo denominado partenogênese), já o Tityus bahiensis apresenta os dois sexos.

Agravos para a saúde
Todas as espécies de escorpião podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado. A gravidade do acidente deve ser avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado.
Os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho em residências e são mais comuns na primavera e no verão.
Escorpiões: Medidas Preventivas
Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de escorpiões, deve-se adotar as seguintes medidas:
•Manter limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
•Ao manusear materiais de construção, usar luvas de raspa de couro e calçados;
•Rebocar paredes e muros que apresentem vãos e frestas;
•Vedar soleiras de portas com rolos de areia;
•Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques;
•Acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos que servem de alimento aos escorpiões;
•Realizar roçagem de terrenos;
•Manter berços e camas afastados das paredes;
•Examinar calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.
Para mais informações sobre os demais animais sinantrópicos clique aqui!
Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos
  
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

sexta-feira, 13 de abril de 2012

VIGILÂNCIA SANITÁRIA ORIENTA CONSUMIDORES A FICAREM ATENTOS AOS RÓTULOS DOS ALIMENTOS

Vale a pena conhecer algumas legislações que se referem à ROTULAGEM DE ALIMENTOS. O objetivo maior desta matéria é estimular você e a sua família a lerem e entenderem as informações veiculadas nos rótulos dos alimentos. Isso contribuirá para a melhoria da sua saúde e qualidade de vida.
            Os rótulos são elementos essenciais de comunicação entre produtos e consumidores. Daí a importância das informações serem claras e poderem ser utilizadas para orientar a escolha adequada de alimentos. Dados recentes levantados junto à população que consulta o serviço Disque-Saúde do Ministério da Saúde demonstram que aproximadamente 70% das pessoas consultam os rótulos dos alimentos no momento da compra, no entanto, mais da metade não compreende adequadamente o significado das informações.
            Com a publicação das normas que tornam obrigatória a declaração do conteúdo nutricional dos alimentos, denominada de rotulagem nutricional, as informações contidas nos rótulos passam a ser ainda mais complexas, exigindo maior habilidade do consumidor para interpretá-las e entendê-las.
            Divulgar as informações e seu correto significado motivou a divulgação deste manual dirigido especificamente aos consumidores. O propósito é facilitar a compreensão dos termos usados na rotulagem de alimentos, aumentando seu potencial de proteção e promoção da saúde. A expectativa é que o material possa ser adotado como instrumento de orientação e capacitação pelos diversos segmentos da população e desperte, ainda mais, o interesse pela busca do consumo e escolha mais saudável de alimentos.
             No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA é o órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos que estabelece as informações que um rótulo deve conter, visando à garantia de qualidade do produto e à saúde do consumidor.Clique aqui e acesse o conteúdo do manual.  


Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

LAVAGEM DE ROUPA EM HOSPITAL GANHA NOVAS REGRAS

As unidades de processamento de roupas de serviços de saúde contam agora com novas regras para garantir a limpeza e segurança sanitária das roupas utilizadas nos serviços de saúde. Conhecidas como lavanderias hospitalares, estes locais são responsáveis pela coleta, transporte, separação, lavagem e devolução das roupas para reutilização no serviço.
A resolução RDC 06/2012, publicada nesta terça-feira (31/1) no Diário Oficial da União, deve ser cumprida por todas as unidades que realizam processamento de roupas, tanto pelas que funcionam no próprio serviço de saúde, como pelas unidades terceirizadas, localizadas dentro ou fora do serviço de saúde. De acordo com a norma, o processamento de roupas pode ser realizado no serviço de saúde ou fora dele. Porém, as unidades terceirizadas deverão ter licença sanitária emitida pela vigilância sanitária local.
Outro ponto determinado pela norma é a utilização de máquinas lavadoras com barreiras. Trata-se de uma máquina de lavar que possui duas portas distintas, uma para a colocação da roupa suja e outra para retirada da roupa limpa. Nos serviços de processamento, as áreas de roupa suja e limpa devem ser separadas fisicamente.
A resolução determina o cumprimento de boas práticas que devem ser adotadas pelas unidades de processamento de roupas provenientes dos serviços de saúde, de forma a garantir a segurança sanitária em todas as etapas do processo. A norma trata, ainda, de aspectos importantes para o controle do risco sanitário, tais como fluxos do processo, rotinas e protocolos documentados, transporte de roupas sujas e limpas, entre outros.
Outro ponto importante diz respeito à capacitação dos profissionais, que deve ser proporcionada por estas unidades, com enfoque nas questões de biossegurança, garantindo a proteção do trabalhador e a segurança do processo de limpeza das roupas.
O processamento de roupas envolve diversas atividades que podem trazer riscos à saúde do trabalhador, do usuário e do meio ambiente. Desde 2009, a Anvisa vem discutindo o tema, quando realizou uma Consulta Pública e lançou o Manual de Processamento de Roupas de Serviços de Saúde: Prevenção e Controle de Riscos. Em 2011, foi realizada uma reunião com representantes das vigilâncias sanitárias dos estados para uma harmonização da norma.
Os estabelecimentos terão 180 dias para se adequar à norma. O processamento de roupas é obrigatório para que qualquer tecido utilizado no ambiente hospitalar possa ser reutilizado com segurança.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara


domingo, 8 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

QUALIDADE DO PESCADO - CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS NA HORA DA COMPRA



Pescado é um termo genérico que se refere aos peixes e todos os frutos do mar destinados à alimentação humana. Peixe fresco é definido como aquele conservado somente pelo resfriamento, a uma temperatura próxima a 0ºC. Garantir a qualidade dos produtos é um dever de todo profissional que atua na cadeia produtiva de alimentos. Toda manipulação do pescado deve sempre ser feita observando-se os princípios das Boas Práticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos. São procedimentos que devem ser adotados a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária e a conformidade dos alimentos com a legislação sanitária, e incluem a higienização de instalações, equipamentos e utensílios, o manejo de resíduos, a saúde dos manipuladores, o controle integrado de pragas, entre outros.
O pescado é um alimento de origem animal sensível a alterações de qualidade. A velocidade dessas alterações é influenciada especialmente pelo tempo e temperatura de conservação. Quanto mais tempo o pescado ficar exposto à temperatura acima de 3°C, maior o risco de deterioração. Quanto menor a temperatura, menor a multiplicação bacteriana.
A cada 20 minutos uma bactéria se reproduz, dividindo-se em duas. Em sete horas, poderá originar quatro milhões de bactérias. Para elas se reproduzirem, basta encontrar um ambiente com água, alimento, tempo e temperatura adequados. Para evitar a contaminação e a deterioração do pescado, o ambiente deve ser desfavorável à multiplicação bacteriana. Ações simples como higiene pessoal, lavagem frequente das mãos e dos uniformes, higienização adequada dos equipamentos, dos utensílios e do ambiente e a conservação do pescado em temperatura adequada evitam ou controlam a contaminação. Essas medidas simples fazem parte das Boas Práticas.
Normalmente os parasitas, as substâncias tóxicas e os microorganismos prejudiciais à saúde entram em contato com os alimentos, incluindo o pescado e seus produtos, durante a manipulação e o preparo. Esse processo de contágio é conhecido como contaminação.
Desse modo, a contaminação, além de microbiológica (bactérias, fungos, vírus e parasitas), pode ser física (cabelo, prego, pedra) ou química (produtos de limpeza, tinta). O nosso principal foco é a contaminação microbiológica, porque daí podem surgir as principais doenças transmitidas pelos alimentos.
Outros fatores também podem estar associados à deterioração. Por isso, os cuidados e as Boas Práticas devem ser adotados em todas as etapas da cadeia:
recepção, pesagem, lavagem, armazenamento, 2ª lavagem, beneficiamento, embalagem, 2ª pesagem, rotulagem, exposição e venda.
ASPECTOS DE QUALIDADE DO PEIXE
O peixe fresco deve, na avaliação sensorial, apresentar-se com todo o frescor e estar isento de qualquer inadequação ao consumo. Para uma avaliação correta observe o quadro abaixo:
Um teste muito utilizado para avaliar o frescor do pescado consiste na pressão dos dedos sobre a carne do pescado. Se a mesma demorar ou não retornar à posição original, o pescado já se encontra em algum estado de deterioração. A carne do pescado deve ser elástica e firme.

Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara





quarta-feira, 4 de abril de 2012

VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITUMBIARA - 1264 AÇÕES REALIZADAS NO MÊS DE MARÇO DE 2012

Com um total de 1264 ações realizadas no mês de março de 2012, a Vigilância Sanitária de Itumbiara vem trabalhando, para oferecer à população de nossa cidade, segurança nas relações de consumo de bens e serviços que ocorrem comumente no cotidiano de uma cidade do porte de Itumbiara. O atendimento ao setor regulado, no âmbito dos trabalhos desenvolvidos na esfera administrativa do órgão, mais uma vez, despontou como uma das ações mais executadas. Foram emitidos 454 Alvarás de Licença Sanitária, denotando, desta forma, a vontade de todos os segmentos que movem a economia local de atuarem em consonância com o que preconiza a Lei Sanitária do Município de Itumbiara – a Lei 2.833/2003 - contribuindo de forma decisiva para a criação de uma cultura em Vigilância Sanitária, onde a orientação de todos os setores sobre a legislação sanitária que regula as diversas atividades comerciais e industriais aqui estabelecidas tem sido o princípio basilar que vem norteando a mentalidade e as ações levadas a efeito por toda a equipe de fiscalização.
Foram efetuados ainda, 211 atendimentos públicos, 135 análises de água, 134 fiscalizações, 100 notificações, 71 vistorias, atendidas 53 denúncias, coletadas 45 amostras de água para verificação de parâmetros bioquímicos e microbiológicos, feitas 18 intimações, 15 ações com Superintendência de Endemias, 8 coletas de alimentos para análises, emitidos 6 autos de infração, respondido 4 ofícios, realizados 4 termos de ajustamento de conduta, dados 2 termos de orientação, participação em 3 palestras e 1 curso de atualização, além da emissão de 1 auto de inutilização de medicamentos com prazo de validade expirado.
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara

segunda-feira, 2 de abril de 2012

VIGILÂNCIA SANITÁRIA - MODERNIZAÇÃO E AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO MONITORAMENTO E CONTROLE DA QUALIDADE DA ÁGUA DE ITUMBIARA

Os resultados das análises de amostras de água, coletadas semanalmente em Itumbiara, que tem alguns de seus parâmetros físico-químicos analisados aqui mesmo e outros realizados no LACEN – GO, agora estarão disponibilizados on-line através do Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial, implantado para dar maior rapidez e agilidade na divulgação dos parâmetros analisados, tanto pela Vigilância Sanitária de Itumbiara que realiza as análises de pH, turbidez e cloro livre nas amostras coletadas, quanto pelo LACEN – GO que efetua as demais análises, principalmente microbiológicas.
A implantação, já no mês de abril, do Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial é resultado da participação, nos dias 29 e 30 de março, em Goiânia, de um curso de capacitação, realizado pelo Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara, Hebert Andrade Ribeiro Filho, e pela Coordenadora de Vigilância Sanitária de Itumbiara, Andressa Ferreira Mendonça, na Escola de Saúde Pública do Estado de Goiás, e que faz parte de uma política adotada pela Secretaria Municipal de Saúde, comandada pelo médico Dr. Wanderlei Domingos da Costa Jr., no aprimoramento constante do corpo técnico, visando a modernização da Vigilância Sanitária de Itumbiara, que, desta forma, se mostra comprometida com os mais recentes avanços tecnológicos nesta área, otimizando procedimentos que trarão maior confiabilidade nos laudos das análises laboratoriais das amostras da água utilizada por nossa população no seu cotidiano. 
   
Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara