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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A PRESENÇA DE POMBOS NOS ESPAÇOS URBANOS E OS RISCOS À SAÚDE PÚBLICA

Em muitos lugares, os pombos já atingiram a condição de praga urbana, em razão de sua superpopulação, dos prejuízos econômicos que causam e dos riscos que representam à saúde pública, sendo necessário o seu controle populacional. Devido a sua imagem estar ligada a símbolos como paz, amor e religião, e terem sua proteção e livre reprodução garantida pelos próprios moradores das cidades e pelas leis ambientais, sua população vem crescendo e trazendo transtornos ao ambiente e à saúde pública.
Os pombos transmitem doenças que são causadas tanto por fungos existentes em suas fezes secas, como por bactérias que se transmitem ao contaminar os alimentos ou a água. Essas doenças podem inclusive levar à morte, em alguns casos de forma silenciosa.
A presença dos pombos não é uma questão pontual ou individual, mas sim uma questão de saúde pública, uma vez que atinge coletividades e, assim sendo, exige também medidas coletivas de enfrentamento. Além disso, em locais onde há concentração dessas aves freqüentemente também há proliferação de ratos, baratas e moscas. Mais importante, porém, pombos desempenham um importante papel na transmissão de várias doenças que acometem humanos e animais domésticos, tais como criptococose, histoplasmose, ornitose, salmonelose, toxoplasmose, encefalite, dermatites, alergias respiratórias, doença de Newcastle, aspergilose e tuberculose aviária.
Apresentaremos, no link abaixo,  um guia produzido pelo Museu de Ciências Naturais e pela Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul que, sem a pretensão de ser completo, contém orientações gerais e sugestões de medidas simples que podem ser postas em prática em nossas escolas, estabelecimentos comerciais e demais construções, para afastar os pombos ou evitar que essas aves utilizem forros de telhados, beirais, parapeitos, marquises e outras estruturas de edificações humanas como abrigos ou locais de reprodução. Clique aqui.


Dr. Hebert Andrade Ribeiro Filho
Diretor de Vigilância Sanitária de Itumbiara